{"id":573,"date":"2024-08-27T06:57:50","date_gmt":"2024-08-27T09:57:50","guid":{"rendered":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/?p=573"},"modified":"2024-11-04T12:06:07","modified_gmt":"2024-11-04T15:06:07","slug":"arte-e-cultura-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/2024\/08\/27\/arte-e-cultura-4\/","title":{"rendered":"Arte e Cultura"},"content":{"rendered":"<p><strong>Notas sobre Lygia Clark: corpo e fantasma<\/strong><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\">Flavia Corpas<\/span><br \/>\n<span class=\"wpex-text-sm\"><em>Integrante da Comiss\u00e3o de Arte e Cultura<\/em><\/span><\/p>\n<p>1.<\/p>\n<p>A artista Lygia Clark (1920-1988) afirmava que a chave de sua pesquisa \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico: \u201ca destrui\u00e7\u00e3o da barreira que separa o espectador da obra e de seu criador\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Algo bastante inovador \u00e0 \u00e9poca, e talvez at\u00e9 hoje. Podemos dizer que ela funda uma nova concep\u00e7\u00e3o de arte e de obra, por ter esgar\u00e7ado radicalmente seus limites, ao ponto de sua \u00faltima proposi\u00e7\u00e3o, <em>Estrutura\u00e7\u00e3o do Self<\/em> (1976-1988), ter sido definida como est\u00e9tica e terap\u00eautica<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. O car\u00e1ter terap\u00eautico da proposta n\u00e3o a exclui do campo da arte, mas, sobretudo, transforma esse campo. Trata-se de uma intensa rela\u00e7\u00e3o entre arte e vida, o que permite que a artista promova uma dobra da arte sobre si mesma, subvertendo seu discurso, interrogando seus limites e fundando o novo<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>A pesquisa de Clark sobre a participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, algo bem distinto da arte interativa de hoje, tamb\u00e9m deve ser encarada como uma abordagem do corpo. \u201cO que me interessa fundamentalmente \u00e9 o corpo. E atualmente eu j\u00e1 sei que \u00e9 mais do que o corpo. (&#8230;) Ent\u00e3o por tr\u00e1s da coisa corporal, \u00e9 o que vem de mais profundo que interessa\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, afirma Clark. Mas de que corpo se trata? At\u00e9 aqui, parece que ainda estamos \u201cno sentido confuso que guarda para n\u00f3s o termo <em>corpo<\/em>\u201d, como ressalta Lacan<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p>2.<\/p>\n<p>A partir de 1963, Clark inaugura uma trajet\u00f3ria absolutamente singular, o que coloca em risco a recep\u00e7\u00e3o de sua obra<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. Tudo come\u00e7a em <em>Caminhando<\/em> (1963), ainda que possamos entender que seu percurso anterior, desde os anos 1950, a tenha conduzido \u00e0s proposi\u00e7\u00f5es dos anos 1960-1980. \u00c9 em <em>Caminhando<\/em> que a artista afirma atribuir \u201cuma import\u00e2ncia absoluta ao ato imanente realizado pelo participante\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. Tesoura na m\u00e3o, o participante \u00e9 convocado, por meio de um texto, a produzir e cortar uma banda de Moebius \u2013 figura topol\u00f3gica trabalhada e cortada, de forma distinta, por Lacan em 1962<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>. A artista prop\u00f5e um corte no sentido do comprimento, at\u00e9 que se chegue \u00e0 parte j\u00e1 cortada, ponto no qual se deve escolher seguir cortando pela direita ou esquerda<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>, a cada vez que chega a um corte.<\/p>\n<p>Segundo ela, as propriedades da banda, que quebram \u201cos nossos h\u00e1bitos espaciais: direita\u2013esquerda, anverso-reverso etc.\u201d, nos fazem \u201cviver a experi\u00eancia de um tempo sem limite e de um espa\u00e7o cont\u00ednuo\u201d, na qual o espectador-autor e o objeto \u201cformar\u00e3o uma realidade \u00fanica, total, existencial. Nenhuma separa\u00e7\u00e3o entre sujeito-objeto. \u00c9 um corpo-a-corpo, uma fus\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>.<\/p>\n<p>3.<\/p>\n<p>Chegando aqui, dever\u00edamos nos perguntar, para os objetivos que nos cabem, qual seria o estatuto de corpo em uma proposta que afirma n\u00e3o haver nenhuma separa\u00e7\u00e3o entre sujeito e objeto. Com Lacan e o matema da fantasia, estamos advertidos de que a pun\u00e7\u00e3o introduz \u201cuma identidade que se fundamenta numa n\u00e3o-reciprocidade absoluta\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>, ou ainda \u201cregistra as rela\u00e7\u00f5es envolvimento-desenvolvimento-conjun\u00e7\u00e3o-disjun\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a> entre sujeito e objeto <em>a<\/em>. Al\u00e9m disso, sabemos que um dos usos da banda feito pelo psicanalista permite tom\u00e1-la como \u201clugar-tenente da fantasia, ao qual o corte fornece a estrutura\u201d.<\/p>\n<p>Contudo, tenhamos ainda em mente o projeto est\u00e9tico de Clark nesse momento. No final da travessia de <em>Caminhando<\/em>, em fun\u00e7\u00e3o do corte proposto, a banda se rompe, caindo no ch\u00e3o um enla\u00e7ado de tiras de papel. Fim do ato. O que resta ali n\u00e3o \u00e9 uma obra. \u00c9 o corte, enquanto ato<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>, que estreia na cena da arte, fazendo-a prescindir assim da no\u00e7\u00e3o de obra, mas n\u00e3o do objeto. Se a arte contempor\u00e2nea mais desvela ou recupera o objeto <em>a<\/em> do que o vela<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>, nesta proposi\u00e7\u00e3o de Clark o que se pressente \u00e9 seu car\u00e1ter inapreens\u00edvel, n\u00e3o imaginariz\u00e1vel, que a aboli\u00e7\u00e3o da obra demarca<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a>.<\/p>\n<p>4.<\/p>\n<p>\u201cO sujeito come\u00e7a com o corte\u201d <a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a>, afirma Lacan em um momento de seu ensino em que articula corpo, objeto <em>a<\/em> e fantasma. As proposi\u00e7\u00f5es de Clark visam o corpo por meio da rela\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, ou melhor, do espectador-autor com o objeto <em>a-<\/em>rte. \u00c9 preciso entrar com o corpo. N\u00e3o porque uma atividade motora est\u00e1 sendo proposta, mas porque ao fazer do espectador o pr\u00f3prio autor, h\u00e1 a possibilidade de subverter a pr\u00f3pria l\u00f3gica do sistema convencional da arte que, tribut\u00e1ria do discurso do mestre \u2013 a cr\u00edtica ao <em>status quo<\/em> da arte sustentada por Clark nos permite essa reflex\u00e3o \u2013 aprisiona os corpos e os petrifica<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a>. Se os corpos s\u00e3o suporte do discurso, constitu\u00eddos por ele, h\u00e1 tamb\u00e9m o resto e n\u00e3o se deixar agarrar.<\/p>\n<p>Podemos propor, a partir de uma reflex\u00e3o sobre <em>Caminhando<\/em>, que o corte, al\u00e9m de implicar sujeito e objeto, diz respeito tamb\u00e9m ao corpo, n\u00e3o o do est\u00e1dio do espelho, mas aquele que se faz em ato porque escapa o tempo todo, o corpo na <em>condan\u00e7a\u00e7\u00e3o<\/em><a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a>?<\/p>\n<p>5.<\/p>\n<p>Por fim, talvez possamos for\u00e7ar um pouco os conceitos e dizer que uma escrita poss\u00edvel para o campo de tens\u00e3o que demarca a rela\u00e7\u00e3o entre arte e psican\u00e1lise seja arte &lt;&gt; psican\u00e1lise, onde a pun\u00e7\u00e3o indica \u201ctodas as rela\u00e7\u00f5es, menos a igualdade\u201d<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a>.<\/p>\n<p>Desta forma, se o uso da banda de Moebius nos permite aproximar Lacan e Clark, tamb\u00e9m sabemos que a psican\u00e1lise e a arte possuem suas especificidades.<\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Cf. Diserens, C.; Todoli, V.; Coessens, P. In: <em>Lygia Clark<\/em>. Fondacio\u0301 Antoni Ta\u0300pies, MAC, galeries contemporaines des Muse\u0301es de Marseille, Fundac\u0327a\u0303o de Serralves e Palais des Beaux-Arts, 1997.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Clark, L. \u201cEncontro de Lygia Clark com os psicoterapeutas\u201d. In: <em>Lygia Clark<\/em>: <em>da obra ao acontecimento. Somos o molde. A voc\u00ea cabe o corpo<\/em>. Mus\u00e9e de Beaux-Arts de Nates, Pinacoteca do Estado de S\u00e3o Paulo, 2006, p. 59.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Cf. Rolnik, S. \u201cArte Cura?\u201d In: Bartucci, G (org.). <em>Psican\u00e1lise, Arte e Est\u00e9ticas da Subjetiva\u00e7\u00e3o<\/em>. Rio de Janeiro: Imago, 2002; Rolnik, S. \u201cO h\u00edbrido de Lygia Clark\u201d. In: <em>Lygia Clark<\/em>. Fondacio\u0301 Antoni Ta\u0300pies, MAC, galeries contemporaines des Muse\u0301es de Marseille, Fundac\u0327a\u0303o de Serralves e Palais des Beaux-Arts, 1997; Rivera, T. \u201cEnsaio sobre o espa\u00e7o e o sujeito: Lygia Clark e a psican\u00e1lise\u201d. In: <em>\u00c1gora<\/em>, Rio de Janeiro, v. 11, n. 2, 2008, p. 219-238.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Clark, L. (2006) <em>Op. cit.<\/em> Esse a mais do corpo, o \u201cpor tr\u00e1s da coisa corporal\u201d \u00e9 distinto do corpo concreto, emp\u00edrico ou org\u00e2nico. Cf. Rolnik, S. (2002). <em>Op. cit<\/em>.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Lacan, J. (1966-1967). <em>O Semin\u00e1rio, livro 14<\/em>:<em> a l\u00f3gica do fantasma<\/em>. Aula 16\/11\/1966. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Rolnik, S. \u201cAfinal, o que h\u00e1 por tr\u00e1s da coisa corporal?\u201d In: <em>Lygia Clark<\/em>: <em>da obra ao acontecimento. Somos o molde. A voc\u00ea cabe o corpo.<\/em> (2006). <em>Op. cit.<\/em>, p. 09.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Clark, L. \u201cCaminhando\u201d. In: Cat\u00e1logo da exposi\u00e7\u00e3o <em>Lygia Clark.<\/em> Funda\u00e7\u00e3o Antoni T\u00e0pies, 1997, p. 151.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\">Para ter acesso \u00e0 \u00edntegra do texto da proposi\u00e7\u00e3o: <a href=\"https:\/\/portal.lygiaclark.org.br\/acervo\/189\/caminhando\">https:\/\/portal.lygiaclark.org.br\/acervo\/189\/caminhando<\/a> e <a href=\"https:\/\/portal.lygiaclark.org.br\/acervo\/6275\/caminhando\">https:\/\/portal.lygiaclark.org.br\/acervo\/6275\/caminhando<\/a><\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Lacan, J. (1961-1962). <em>O Semin\u00e1rio, livro 9<\/em>:<em> a identifica\u00e7\u00e3o<\/em> (n\u00e3o publicado). Aula de 16\/05\/1962.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Clark, L. (2006) <em>Op. cit.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Idem.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Lacan, J. \u201cKant com Sade\u201d. In: <em>Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 785.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Lacan, J. \u201cA dire\u00e7\u00e3o do tratamento e os princ\u00edpios de seu poder\u201d. In: <em>Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 641, nota de rodap\u00e9 25.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Cf. Clark, L. (1997).<em> Op. cit<\/em>. \u201cExiste apenas um tipo de dura\u00e7\u00e3o: o ato. O ato \u00e9 que produz o \u201cCaminhando\u201d. Nada existe e nada depois\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> Brousse, M-H. \u201cO saber dos artistas\u201d. In: <em>Arquivos da Biblioteca<\/em>, Rio de Janeiro, n\u00ba 5. Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, junho de 2008, p. 49-62.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> Rivera, T. (2008). <em>Op. cit.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> Lacan, J. (1966-1967). <em>Op. cit<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> Lacan, J. (1971-1972). <em>Semin\u00e1rio 19: &#8230;ou pior<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2012, p.220.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a> Vieira, M.A. \u201cResson\u00e2ncias da intradu\u00e7\u00e3o lacaniana\u201d. In: <em>CODA #02. Boletim do XXV Encontro Brasileiro do Campo Freudiano<\/em>, maio 2024. Acess\u00edvel em:<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/2024\/04\/30\/ressonancias-da-intraducao-lacaniana1\/\">https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/2024\/04\/30\/ressonancias-da-intraducao-lacaniana1\/<\/a><\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a> Rivera, T. (2008). <em>Op. cit.<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Notas sobre Lygia Clark: corpo e fantasma Flavia Corpas Integrante da Comiss\u00e3o de Arte e Cultura 1. A artista Lygia Clark (1920-1988) afirmava que a chave de sua pesquisa \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico: \u201ca destrui\u00e7\u00e3o da barreira que separa o espectador da obra e de seu criador\u201d[1]. 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