{"id":557,"date":"2024-08-27T06:45:04","date_gmt":"2024-08-27T09:45:04","guid":{"rendered":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/?page_id=557"},"modified":"2024-11-04T12:05:41","modified_gmt":"2024-11-04T15:05:41","slug":"comentarios-dos-eixos-3-e-4","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/o-encontro\/eixos-tematicos\/comentarios-dos-eixos-3-e-4\/","title":{"rendered":"Coment\u00e1rios dos eixos 3 e 4"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"wpex-text-sm\">Fl\u00e1via C\u00eara (EBP\/AMP)<\/span><\/p>\n<p>Agrade\u00e7o \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o do XXV Encontro Brasileiro do Campo Freudiano, \u00e0 Comiss\u00e3o Cient\u00edfica, \u00e0 Ana Tereza e Mirmila, por poder conversar<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> com e sobre os desdobramentos dos eixos de trabalho do tema \u201cCorpos aprisionados pelos discursos\u2026 e seus restos\u201d, que, desde o come\u00e7o, ressoa para mim a incid\u00eancia cl\u00ednica e pol\u00edtica da pr\u00e1tica anal\u00edtica. Vou por a\u00ed nos coment\u00e1rios aos textos.<\/p>\n<p>Come\u00e7o partindo do texto da Mirmila no ponto da crise do binarismo. A crise da diferen\u00e7a sexual como erro comum, que designava homem ou mulher a partir do sexo biol\u00f3gico, o ideal universalizante que aprisiona os corpos, de que Lacan falava tamb\u00e9m no Semin\u00e1rio 19. Esse ideal universal passou a ser mais facilmente question\u00e1vel e vem sendo feito de v\u00e1rias formas, desde a cria\u00e7\u00e3o de discursos que v\u00e3o dando sustenta\u00e7\u00e3o \u00e0 circula\u00e7\u00e3o dos corpos que escapam \u00e0 norma a interven\u00e7\u00f5es nos corpos que podem ou n\u00e3o estar inseridas em um discurso. De todo modo, parece-me que as solu\u00e7\u00f5es para os impasses desta crise s\u00e3o pelas suturas. Estas, por sua vez, fazem as vezes de agarrar os corpos em discursos, oferecem identifica\u00e7\u00f5es ou identidades para que a exclus\u00e3o, a viol\u00eancia, o desaparecimento n\u00e3o sejam os \u00fanicos destinos. Eventualmente, mas n\u00e3o necessariamente, ordena o gozo e o corpo. A quest\u00e3o \u00e9 que, muitas vezes, toma-se a partir da\u00ed uma s\u00e9rie de determina\u00e7\u00f5es que tornam a aprisionar um gozo que n\u00e3o se domina.<\/p>\n<p>Parece-me que \u00e9 por isso que Mirmila aponta, j\u00e1 de sa\u00edda no seu texto, para o hiato, depois para o descompasso, para a indetermina\u00e7\u00e3o do programa de gozo que n\u00e3o atribui roteiro para ele conforme o sexo biol\u00f3gico, para a inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual que tamb\u00e9m abre o texto da Ana Tereza. Mirmila aponta para a falha estruturante entre corpo e discurso n\u00e3o importa a estrutura e s\u00e3o esses pontos que interessam na experi\u00eancia anal\u00edtica, \u00e9 isso, diz Mirmila, que faz a psican\u00e1lise existir. Essa passagem da vacila\u00e7\u00e3o das certezas, das determina\u00e7\u00f5es, \u00e9 sempre um ponto muito vivo na cl\u00ednica e Mirmila coloca isso a partir de uma posi\u00e7\u00e3o: &#8220;avalizar a enuncia\u00e7\u00e3o do sujeito, questionando o efeito da estrutura do discurso. J\u00e1 que o que se fala n\u00e3o \u00e9 o sentido, a verdade ou o enredo, ocupar a fun\u00e7\u00e3o de analista \u00e9 instalar no corpo, como semblante, aquilo que fala, dando lugar ao que o sujeito inventou para ocupar a impossibilidade de escrever a rela\u00e7\u00e3o sexual&#8221;. Gostaria que voc\u00ea falasse um pouco mais desse duplo movimento: avalizar a enuncia\u00e7\u00e3o e questionar o efeito da estrutura. Achei muito interessante at\u00e9 porque introduz a\u00ed uma diferen\u00e7a entre a narrativa e a fala na sess\u00e3o, ao mesmo tempo em que aponta para o lugar da interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o \u00e9 no plano da escolha e da ideia de que o corpo \u00e9 s\u00f3 constru\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos discursos. \u00c9 verdade que para a psican\u00e1lise tamb\u00e9m h\u00e1 a incid\u00eancia desses dois fatores na sexua\u00e7\u00e3o, mas para ela h\u00e1 um furo no saber, o que torna o ser uma indetermina\u00e7\u00e3o que, quando o pai evapora, se evidencia e, ao que parece, fica mais dif\u00edcil de suportar no corpo, ou de encontrar algum suporte no corpo. &#8220;H\u00e1 Um&#8221; das marcas no corpo, das marcas da l\u00edngua, outra cena que resta e insiste, essa \u00e9 a nossa aposta. Esse \u00e9 o real da sexua\u00e7\u00e3o? Esse real, esse imposs\u00edvel da sexua\u00e7\u00e3o pela aus\u00eancia da signific\u00e2ncia, \u00e9 o que aprisiona o corpo ou o que resta imposs\u00edvel de aprisionar?<\/p>\n<p>Gostaria de falar um pouco sobre a l\u00f3gica feminina trazida por Mirmila. Ela se d\u00e1 ali onde a rela\u00e7\u00e3o turvada com o ser remete \u00e0 opacidade do gozo apresentando a inconst\u00e2ncia entre corpo e discurso. Como pensar a rela\u00e7\u00e3o com o dizer, quest\u00e3o trazida tamb\u00e9m por Ana Tereza? Mirmila traz os desafios que temos diante das certezas das identidades e da fixidez do gozo. Parece-me que \u00e9 a\u00ed que a l\u00f3gica feminina pensada por Lacan, que o Um da diferen\u00e7a absoluta diz mais de perto sobre os &#8220;despoderes&#8221;<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> da psican\u00e1lise, sobre o que Lacan dizia do discurso anal\u00edtico como o que n\u00e3o domina, porque isso que n\u00e3o se captura todo pelo significante \u00e9 o que que torna um sujeito inapreens\u00edvel na totalidade da representa\u00e7\u00e3o e inassimil\u00e1vel totalmente pelas categorias que aprisionam.<\/p>\n<p>O texto da Ana Tereza vai tocar a\u00ed pelo ingovern\u00e1vel do gozo, daquilo que n\u00e3o se deixa dominar. Chamamos de imposs\u00edvel, dizemos que \u00e9 o que escapa, o que irrompe, o que acontece. Ent\u00e3o, uma pergunta seria: qual a diferen\u00e7a, se ela existe, entre o resto que se produz entre corpos e discursos (e que est\u00e1 no t\u00edtulo Encontro) e o fora do discurso? Ana Tereza traz uma precis\u00e3o importante: nossa a\u00e7\u00e3o, a da psican\u00e1lise \u00e9 pela palavra. Ent\u00e3o, o fora do discurso n\u00e3o est\u00e1 fora da linguagem, ele est\u00e1 fora do sentido, mas n\u00e3o fora da palavra. O que n\u00e3o quer dizer que haja um discurso pronto para que o gozo se aloje no corpo. Tomar, ent\u00e3o, na dimens\u00e3o do acontecimento, como Miller prop\u00f5e a interpreta\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>, \u00e9 uma via para que o fora do discurso se arranje com um dizer que pode, na superf\u00edcie do corpo, inscrever um imposs\u00edvel que incida no campo dos poss\u00edveis. Ou ainda, a inscri\u00e7\u00e3o de algo novo que possa incidir no campo dos discursos estabelecidos. Ent\u00e3o, se a psican\u00e1lise opera pelo \u201cque nos corpos n\u00e3o \u00e9 tomado pelo discurso\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>, a interpreta\u00e7\u00e3o e o discurso do analista partem do que est\u00e1 fora do discurso para produzir \u201cuma nova rela\u00e7\u00e3o com os significantes-mestres que outrora o petrificaram?\u201d Nesse sentido, poder\u00edamos pensar que o que est\u00e1 fora do discurso \u00e9 o que interpreta o que est\u00e1 aprisionado?<\/p>\n<p>Um ponto interessante de diferencia\u00e7\u00e3o proposto por Ana Tereza \u00e9 o fora do discurso e o fora do corpo. O corpo fora do discurso n\u00e3o \u00e9 o mesmo que o gozo fora do corpo. Aquele est\u00e1 desenla\u00e7ado do significante e este embara\u00e7ado com um significante. Ambos, entretanto, apontam para um mesmo lugar, para a rela\u00e7\u00e3o do corpo com a fala e ambos est\u00e3o fora do discurso. As irrup\u00e7\u00f5es de gozo mostram o imprevisto que acontece ao corpo, mesmo que fora do corpo, e que ele n\u00e3o \u00e9 um suporte natural capaz de alojar esses acontecimentos. Nesse sentido, pensar o dizer do analista, o corte e a interpreta\u00e7\u00e3o, pode nos dar a pista de que o fora do discurso \u00e9, ele mesmo, a orienta\u00e7\u00e3o no tratamento do gozo. Quando um acontecimento de corpo, uma irrup\u00e7\u00e3o de gozo sem sentido invade o corpo, como o dizer do analista pode localizar e participar dessa nova escrita do gozo? Inserir em um discurso? Isso seria, talvez, domin\u00e1-lo. Ent\u00e3o, a partir do discurso anal\u00edtico, quais os manejos para o fora do discurso? O exemplo do garotinho \u00e9 fant\u00e1stico: para alojar o gozo que n\u00e3o cabe no corpo nem na l\u00edngua, que n\u00e3o corresponde ao seu sexo, \u00e9 preciso fazer o corpo todo crescer com as palavras e sob o olhar o Outro, como assinalou Ana Tereza.<\/p>\n<p>Por fim, uma breve conversa sobre o la\u00e7o, a subjetividade da \u00e9poca e a coletividade interrogado pelas colegas. \u00c9 interessante retomar a dimens\u00e3o diferente de la\u00e7o que Lacan propunha com o discurso anal\u00edtico, a saber, um &#8220;la\u00e7o social purgado de qualquer necessidade de grupo&#8221;<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> como ele diz em \u201cO aturdito\u201d, ali onde Lacan mobiliza justamente as identifica\u00e7\u00f5es que Laurent nomeia mais tarde como des-segregativas<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. Ent\u00e3o, se por um lado, o discurso anal\u00edtico mobiliza a l\u00f3gica do n\u00e3o-todo, da opacidade, do singular, por outro, ele quer engendrar uma l\u00f3gica coletiva do la\u00e7o social que, a meu ver, j\u00e1 aparece no texto sobre o tempo l\u00f3gico de 1945. Ali Lacan est\u00e1 tratando assimila\u00e7\u00e3o dos corpos pela asser\u00e7\u00e3o antecipat\u00f3ria de quem sabe e diz o que \u00e9 n\u00e3o \u00e9 um homem, ou seja, o que est\u00e1 fora, portanto, do discurso, do la\u00e7o. Estaria a\u00ed uma protovers\u00e3o do Discurso do Mestre?<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> Nesse ponto, Lacan retoma de Freud a rela\u00e7\u00e3o entre individual e coletivo trazido tamb\u00e9m por Ana Tereza. \u00c9 uma formula\u00e7\u00e3o conhecida e trabalhada por \u00c9ric Laurent no seu texto \u201cRacismo 2.0\u201d e que talvez converse com o futuro que n\u00e3o ser\u00e1 cor-de-rosa, mas de racismo como apontado por Lacan no Semin\u00e1rio 19.<\/p>\n<p>Uma coisa que \u00e9 importante esclarecer \u00e9 que a experi\u00eancia anal\u00edtica n\u00e3o visa tirar as pessoas de seus movimentos sociais, de suas lutas pol\u00edticas, isso seria ter uma vis\u00e3o de mundo. A diferen\u00e7a absoluta, trabalhada por Mirmila, o que visa se obter em uma an\u00e1lise, n\u00e3o toma assento em um isolamento encastelado, ao contr\u00e1rio, ela inaugura uma nova forma de passar pelo Outro, um novo la\u00e7o. A psican\u00e1lise, poder\u00edamos dizer, n\u00e3o coloca <em>em <\/em>quest\u00e3o traumas como experi\u00eancias coletivas, o racismo, o sexismo, por exemplo<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>. Ela quer saber <em>como<\/em> esses acontecimentos, <em>como<\/em> esses discursos incidiram no corpo e na vida de cada sujeito disposto a querer saber do seu sintoma, ou seja, <em>como<\/em> esses acontecimentos fizeram quest\u00e3o. Ent\u00e3o, desse modo, um &#8220;dizer&#8221; nunca ser\u00e1 s\u00f3 um Eu digo, um dito. Um dizer em an\u00e1lise, ent\u00e3o, seria poss\u00edvel quando incluir uma indetermina\u00e7\u00e3o pulsional, que traz consigo um ponto sempre aberto que chamamos de opacidade, de fora do discurso, produzindo um acontecimento do dizer, como pontuava Lacan<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>? Por fim, poder\u00edamos pensar que o discurso anal\u00edtico seria uma forma de la\u00e7o social que, por incluir um furo no saber, mant\u00e9m vivo o questionamento dos universais que pretendem definir quem est\u00e1 dentro ou fora e que se estabilizam aprisionando os corpos em variadas formas de segrega\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<hr \/>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Texto apresentado na segunda atividade preparat\u00f3ria do XXV EBCF, no Centro S\u00f3cio Econ\u00f4mico (CSE) da UFSC, em Florian\u00f3polis, no dia 17 de agosto de 2024.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Cf. texto de Mac\u00eado, L. Despoderes. <em>Revista Cyth\u00e8re. Revista da Rede Universit\u00e1ria Americana<\/em> (RUA), n.4. Outubro de 2021. Dispon\u00edvel em: https:\/\/fapol.org\/cythere\/cythere-4\/<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Miller, J.-A. O inconsciente e o corpo falante. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.wapol.org\/pt\/articulos\/Template.asp?intTipoPagina=4&amp;intPublicacion=13&amp;intEdicion=9&amp;intIdiomaPublicacion=9&amp;intArticulo=2742&amp;intIdiomaArticulo=9.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Argumento do XXV Encontro Brasileiro do Campo Freudiano.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Lacan, J. O aturdito (1972). In: Lacan, J. <em>Outros Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003, p. 475.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Laurent, \u00c9. Pol\u00edtica do passe e identifica\u00e7\u00e3o dessegregativa. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, n. 82. S\u00e3o Paulo: Eolia, 2020.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> Refiro-me a esta passagem de Lacan j\u00e1 t\u00e3o conhecida e trabalhada entre n\u00f3s. Destaco seu importante contexto deste texto que foi publicado no fim da II Guerra Mundial, em 1945. Portanto, os campos de exterm\u00ednio est\u00e3o presentes nessa formula\u00e7\u00e3o de Lacan: &#8220;1) Um homem sabe o que n\u00e3o \u00e9 um homem; 2) Os homens se reconhecem entre si como sendo homens; 3) Eu afirmo ser homem, por medo de ser convencido pelos homens de n\u00e3o ser homem. Movimento que fornece a forma l\u00f3gica de toda assimila\u00e7\u00e3o \u2018humana\u2019, precisamente na medida em que ela se coloca como assimiladora de uma barb\u00e1rie e, no entanto, reserva a determina\u00e7\u00e3o essencial do [eu] &#8230;\u201d. Lacan, J. O tempo l\u00f3gico e a asser\u00e7\u00e3o de certeza antecipada (1945). In: Lacan, J. <em>Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998, p. 213.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> \u201cO traumatismo pode se apresentar como uma experi\u00eancia coletiva. Mas sua inscri\u00e7\u00e3o sobre a carne de cada um se far\u00e1, sempre, no singular.\u201d. Cf. Leguil, C. Ilus\u00e3o do n\u00f3s, verdade do Eu (Je): abordagem lacaniana da identidade. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana on-line<\/em>, n. 22, mar\u00e7o de 2017. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_22\/Ilusao_do_nos_verdade_do_eu_(je).pdf<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Lacan, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 21, os n\u00e3o-tolos erram<\/em>. Aula de 15 de janeiro de 1974. In\u00e9dito.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fl\u00e1via C\u00eara (EBP\/AMP) Agrade\u00e7o \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o do XXV Encontro Brasileiro do Campo Freudiano, \u00e0 Comiss\u00e3o Cient\u00edfica, \u00e0 Ana Tereza e Mirmila, por poder conversar[1] com e sobre os desdobramentos dos eixos de trabalho do tema \u201cCorpos aprisionados pelos discursos\u2026 e seus restos\u201d, que, desde o come\u00e7o, ressoa para mim a incid\u00eancia cl\u00ednica e pol\u00edtica da&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":24,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"class_list":["post-557","page","type-page","status-publish","hentry","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/557","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=557"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/557\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":795,"href":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/557\/revisions\/795"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/24"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=557"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}