{"id":554,"date":"2024-08-27T06:43:16","date_gmt":"2024-08-27T09:43:16","guid":{"rendered":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/?page_id=554"},"modified":"2024-11-04T12:05:34","modified_gmt":"2024-11-04T15:05:34","slug":"eixo-4-o-corpo-fora-do-discurso","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/o-encontro\/eixos-tematicos\/eixo-4-o-corpo-fora-do-discurso\/","title":{"rendered":"Eixo 4: O corpo \u201cfora do discurso\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Ana Tereza de Faria Groisman (EBP\/AMP)<br \/>\n<em>Integrante da Comiss\u00e3o Cient\u00edfica<\/em><\/p>\n<p>A experi\u00eancia anal\u00edtica nos ensina que todo discurso se organiza sobre um fundo de real. O aforisma lacaniano \u201cn\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d nos remete ao fato de que n\u00e3o h\u00e1 propor\u00e7\u00e3o entre os gozos, h\u00e1 sempre um imposs\u00edvel de se escrever em todo la\u00e7o com a linguagem. Ent\u00e3o, a quest\u00e3o que nos p\u00f5e a trabalhar desde sempre \u00e9: como agir com seu ser para tocar o Um da exist\u00eancia?<\/p>\n<p>Nosso meio de a\u00e7\u00e3o \u00e9 a palavra e tudo que ela engendra. O sil\u00eancio, o som, o corte e o tempo, s\u00e3o elementos que comp\u00f5em a interpreta\u00e7\u00e3o, formas de intervir com a palavra numa tentativa de fisgar o gozo que escapa \u00e0 linguagem. Segundo Tarrab, \u201cA interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria como resposta ao abrupto de real, uma urg\u00eancia diante de um fora de discurso\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Por\u00e9m, o \u201cfora de discurso\u201d n\u00e3o est\u00e1 fora da linguagem, e por isso pode ser apontado. Supomos que, em an\u00e1lise, em meio aos ditos, um dizer pode advir como \u201cabrupto de real\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p>Miller nos lembra que o corpo falante \u00e9 efeito do la\u00e7o entre o inconsciente como estrutura de linguagem e a puls\u00e3o e tem sua origem no efeito da fala sobre o corpo<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. O inconsciente estruturado como linguagem se organiza como defesa ao inconsciente real, \u00e9 uma elucubra\u00e7\u00e3o de saber sobre o que reverbera de lalingua.<\/p>\n<p>Na neurose, o discurso \u00e9 um la\u00e7o com o Outro que aprisiona o corpo, mas n\u00e3o todo o corpo \u00e9 fisgado por ele. O sujeito inconsciente, os significantes que o localizam e o objeto que o atordoa giram de forma ordenada, circunscrevendo os pontos de articula\u00e7\u00e3o e impasse entre eles.<\/p>\n<p>Um maquin\u00e1rio pass\u00edvel de modifica\u00e7\u00e3o pela interpreta\u00e7\u00e3o que a cada vez incide sobre ele e denuncia seu car\u00e1ter de semblante, redobrando o ponto de imposs\u00edvel inerente \u00e0 estrutura de qualquer discurso: pelo saber n\u00e3o se aborda a verdade do gozo. Pois, como nos ensina Lacan, \u201co real n\u00e3o \u00e9 para ser sabido\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p>Para Lacan, s\u00f3 h\u00e1 an\u00e1lise se chegamos \u00e0 impossibilidade de governar aquilo que n\u00e3o se deixa dominar. Cada discurso tem sua impossibilidade, seu agente e sua verdade oculta. A passagem da impot\u00eancia \u00e0 impossibilidade de um saber sobre a verdade: essa \u00e9 a barra que o inconsciente imp\u00f5e<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p>O maquin\u00e1rio discursivo estabelecido por Lacan no Semin\u00e1rio 17 nos serve como um precioso instrumento de trabalho cl\u00ednico. O que orienta esse discurso, de que lugar ele fala, a quem se dirige, o que ele produz como mais de gozar e, sobretudo, qual \u00e9 a verdade em causa que permanece oculta? S\u00e3o perguntas que nos orientam, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 neurose, quando estamos em posi\u00e7\u00e3o de escuta ativa.<\/p>\n<p>O discurso do analista \u00e9 produzido no dispositivo anal\u00edtico como efeito da interpreta\u00e7\u00e3o. Sua interven\u00e7\u00e3o produz no sujeito uma nova rela\u00e7\u00e3o com os significantes-mestres, que outrora o petrificavam. No discurso do analista, eles se deslocam do lugar de causa (de saber, de sofrimento, de aprisionamento) para o lugar de uma produ\u00e7\u00e3o discursiva disjunta do saber, que nos demais discursos, se acoplaria a eles.<\/p>\n<p>Isso que nos orienta na cl\u00ednica \u00e9 eficaz para lermos a subjetividade da nossa \u00e9poca? Podemos, com esse maquin\u00e1rio, interpretar o la\u00e7o social coletivamente?<\/p>\n<p>Freud, em \u201cPsicologia das massas e an\u00e1lise do eu\u201d, nos autoriza a ler as massas como a reuni\u00e3o de v\u00e1rias subjetividades, levando-nos a concluir que o que vale para o sujeito do individual pode ser aplicado ao coletivo<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. Nesse sentido, estar\u00edamos em posi\u00e7\u00e3o de escuta se tomarmos o discurso de nossa \u00e9poca a partir das balizas que nos orientam na cl\u00ednica. \u00c9 uma tenta\u00e7\u00e3o e talvez uma proposta para fazermos uma leitura sobre os discursos que dominam a atualidade ou de grupos espec\u00edficos. Por\u00e9m, \u00e9 preciso ter cuidado e n\u00e3o esquecer que o psicanalista, enquanto fun\u00e7\u00e3o, est\u00e1 inclu\u00eddo no discurso analisante e autorizado a interpretar pela transfer\u00eancia, \u00e9 de dentro que algo pode ressoar como interpreta\u00e7\u00e3o. Por isso, \u00e9 importante perguntar: o que nos autoriza na rela\u00e7\u00e3o com a cultura? O que recolhemos em nossos consult\u00f3rios, al\u00e9m de nos orientar na escuta singular de cada sujeito, pode cernir algo de particular de nossa \u00e9poca?<\/p>\n<p>A quest\u00e3o que a psican\u00e1lise denuncia e talvez por isso entendemos ser o \u00fanico discurso que n\u00e3o visa \u00e0 domina\u00e7\u00e3o, \u00e9 o car\u00e1ter de semblante que sustenta qualquer discurso. Como afirmou Lacan, \u201ctudo que \u00e9 discurso, s\u00f3 pode dar-se como semblante, nele n\u00e3o se edifica nada que n\u00e3o esteja na base do que \u00e9 chamado significante\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p>Ao tomarmos cada discurso como um la\u00e7o entre a linguagem (S<sub>1<\/sub> &#8211; S<sub>2<\/sub>) e o corpo ($ &#8211; <em>a<\/em>), como podemos pensar as psicoses e os desenlaces com o corpo, com a linguagem e a consequente ruptura do la\u00e7o social que se produz? O psic\u00f3tico est\u00e1 na linguagem. Por\u00e9m, ao afirmarmos que a linguagem n\u00e3o morde o corpo, podemos dizer que ele est\u00e1 no discurso?<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a> O que prende o sujeito psic\u00f3tico ao corpo que habita \u00e9 da ordem de um dizer? Esperamos recolher exemplos cl\u00ednicos que possam nos ajudar a seguir nesse caminho de pesquisa.<\/p>\n<p>As psicoses, assim como a psican\u00e1lise, embora por vias distintas, denunciam o fracasso que se inclui em todo semblante. Ao tentarmos dar conta do Real pelo simb\u00f3lico, h\u00e1 sempre um resto, que separa o corpo e a linguagem. Mirmila acabou de nos brindar com um belo exemplo disso a partir da fala do paciente entrevistado por Lacan.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/p>\n<p>Aproveito a refer\u00eancia que ela nos traz para tentar ilustrar os efeitos da l\u00edngua sobre o corpo, fora do dispositivo discursivo da neurose. Al\u00e9m do trecho j\u00e1 destacado por ela, em outros momentos da mesma entrevista o paciente deixa clara sua rela\u00e7\u00e3o estrangeira com a linguagem, que o invade sob a forma de \u201cfalas impostas\u201d, diz estar submetido a um \u201csistema an\u00e1rquico\u201d, onde imagens passam sem que possam ser formuladas e palavras deslizam umas sobre as outras, criando neologismos fora do sentido comum. Ele est\u00e1 isolado num mundo \u201csem fronteiras\u201d: \u201co que passa pelo meu c\u00e9rebro \u00e9 ouvido por certos receptores telepatas\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>. Tudo isso dificulta bastante seu conv\u00edvio em sociedade: dizer-se poeta e renomear-se como um p\u00e1ssaro raro s\u00e3o recursos insuficientes para fazer borda ao real que o invade. Lacan, ao final da entrevista, parece pouco otimista em rela\u00e7\u00e3o ao que se pode esperar desse paciente.<\/p>\n<p>Quando abordamos a cl\u00ednica das psicoses, a conceitua\u00e7\u00e3o do dispositivo anal\u00edtico como um discurso nos deixa em solo arenoso; o que antes parecia nos colocar em uma boa posi\u00e7\u00e3o, aqui nos faz vacilar, n\u00e3o recuamos, mas precisamos encontrar novas balizas de orienta\u00e7\u00e3o. A virada conceitual que come\u00e7a a se desenhar no Semin\u00e1rio 20, com suas rodinhas de barbante, \u00e9 fundamental para nos reorientar na cl\u00ednica em dire\u00e7\u00e3o ao real<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p>No Semin\u00e1rio 23, Lacan aproxima o n\u00f3 borromeano da esfera armilar, antigo instrumento de navega\u00e7\u00e3o, fundamental na orienta\u00e7\u00e3o das rotas mar\u00edtimas<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>. Gosto de pensar na topologia dos n\u00f3s como algo similar, um importante instrumento de leitura que nos indica um caminho. Sobretudo na cl\u00ednica das psicoses, mas n\u00e3o s\u00f3. O n\u00f3 \u00e9 tamb\u00e9m pensado como um la\u00e7o que localiza o objeto, o falasser e seus campos de gozo. Com ele, podemos cernir, a partir da amarra\u00e7\u00e3o borromeana, o que aparece para cada sujeito como fruto do la\u00e7o entre o corpo, a linguagem e o gozo.<\/p>\n<p>Os campos de interse\u00e7\u00e3o entre os registros localizam a incid\u00eancia do gozo, suas bordas e suas sombras. O gozo do sentido, o Gozo f\u00e1lico e o gozo do Outro, assim como os efeitos de inibi\u00e7\u00e3o, sintoma e ang\u00fastia que se produzem como respostas \u00e0 invas\u00e3o desses gozos, s\u00e3o localizados a partir do lugar que cada sujeito costura para si em sua rela\u00e7\u00e3o com o objeto que o determina. O Nome-do-Pai e o significante que o representa (\uf046) s\u00e3o semblantes que organizam o la\u00e7o com o Outro. Elementos que nas psicoses est\u00e3o forclu\u00eddos, restando a cada um inventar \u00e0 sua maneira o que poder\u00e1 fazer fun\u00e7\u00e3o de barra e suporte no la\u00e7o com seu corpo e com o mundo que o circunda.<\/p>\n<p>O que faz fun\u00e7\u00e3o de la\u00e7o com a linguagem, qual o objeto em quest\u00e3o e o que estabiliza o corpo, para cada sujeito, s\u00e3o quest\u00f5es fundamentais que nos orientam na cl\u00ednica das psicoses.<\/p>\n<p>No desenho do n\u00f3, podemos demonstrar o que faz fun\u00e7\u00e3o de limite para cada campo de gozo. Assim, se o simb\u00f3lico \u00e9 o que enla\u00e7a o real e o imagin\u00e1rio, \u00e9 tamb\u00e9m o que fura o gozo do Outro. Ao mesmo tempo, o la\u00e7o entre imagin\u00e1rio e simb\u00f3lico, campo dominado pelo sentido, encontra no real seu limite. Por fim, o que mais nos interessa aqui, se abordamos o n\u00f3 pelo que enla\u00e7a o simb\u00f3lico ao real, \u00e9 o imagin\u00e1rio como corpo que escapa no gozo f\u00e1lico.<\/p>\n<p>Se tomarmos de forma bem reduzida, o simb\u00f3lico como furo, o real como o gozo que ex-siste e o imagin\u00e1rio como corpo que suporta a inscri\u00e7\u00e3o de ambos, somos levados a concluir com Lacan que o gozo f\u00e1lico \u00e9 um gozo experimentado fora do imagin\u00e1rio do corpo.<\/p>\n<p>O corpo imagin\u00e1rio responde \u00e0 consist\u00eancia mental que temos dele, sabemos que n\u00e3o somos um corpo, mas acreditamos t\u00ea-lo, o que nos permite ador\u00e1-lo, manipul\u00e1-lo, customiz\u00e1-lo em conformidade com a \u00e9poca, ou em caso de compet\u00eancias extraordin\u00e1rias, lan\u00e7\u00e1-lo em triplos mortais carpados.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o gozo f\u00e1lico como paradigma do gozo fora do corpo nos lembra que esse corpo \u201ccai fora a todo instante\u201d, o que revela que nem somos, nem temos um corpo. Isso nos obriga a um trabalho ps\u00edquico com a fala, para enla\u00e7ar esse gozo \u00e0 consist\u00eancia mental que temos do corpo<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, se na psicose nos deparamos com um corpo fora do discurso, na neurose conclu\u00edmos que n\u00e3o todo o corpo entra no discurso, h\u00e1 algo que escapa e retorna sob a forma de um acontecimento, fora do campo do sentido. Como bem disse Caretto, \u201cUm acontecimento de corpo se situa sempre no cruzamento e no encontro contingente e sempre faltoso entre a linguagem e a carne\u201d<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>.<\/p>\n<p>Aqui, podemos incluir, como exemplos, a perda do olhar que a crian\u00e7a contingencialmente experimenta, fazendo-a desaparecer frente ao Outro, ou as primeiras ere\u00e7\u00f5es registradas pelos meninos em seu corpo. A fobia de Hans, por exemplo, foi o tratamento espont\u00e2neo que encontrou para alojar esse gozo invasivo e manter-se \u00edntegro \u00e0 sua maneira.<\/p>\n<p>Para concluir, trago uma cena de um menino que aos 3 anos, enquanto brincava sozinho, exclamou: \u201cQu\u00ea que esse piru t\u00e1 grande?!\u201d Uma fala que n\u00e3o foi dirigida a ningu\u00e9m. Por\u00e9m, no mesmo dia, dirige-se ao pai e aponta para seus bra\u00e7os, pernas e p\u00e9 dizendo: \u201cVoc\u00ea viu como meu bra\u00e7o cresceu? E essa perna, viu como t\u00e1 grande? Olha esse p\u00e9 que enorme!\u201d Assim, o pequeno macho pode restituir para si, atrav\u00e9s da fala e aos olhos do Outro, a unidade de seu corpo, fazendo-o crescer por inteiro na tentativa de dar lugar ao gozo que irrompe para al\u00e9m dos limites previstos.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span class=\"wpex-text-sm\">[1]<\/span><\/a><span class=\"wpex-text-sm\"> Tarrab, M. Interpreta\u00e7\u00e3o. <em>Scilicet \u2013 As psicoses ordin\u00e1rias e as outras: sob transfer\u00eancia<\/em>. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2018. p. 223.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Agrade\u00e7o a Oscar Reymundo, Mais-um do Cartel de que participo, que, ao ler meu texto, fez a pergunta-chave: \u201cUm dizer pode ser lido como um abrupto de real?\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Miller, J.-A. Habeas Corpus. <em>Scilicet \u2013 As psicoses ordin\u00e1rias e as outras: sob transfer\u00eancia<\/em>. S\u00e3o Paulo:\u00a0 Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2018. p. 13.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Lacan, J. Radiofonia. (1970) In: LACAN, J. <em>Outros escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003. p. 442.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> <em>Ibidem<\/em>, p. 445.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Freud, S. A psicologia das massas e a an\u00e1lise do Eu. (1921) In: FREUD, S. <em>Cultura, sociedade, religi\u00e3o<\/em>: O mal-estar na cultura e outros escritos. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2020. p. 137. (Obras incompletas de Sigmund Freud)<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Lacan, J. <em>O semin\u00e1rio<\/em>, livro 18: <em>De um discurso que n\u00e3o fosse semblante<\/em>. (1970-1971) Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009. p. 15.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Eixos tem\u00e1ticos. Dispon\u00edvel em: https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/o-encontro\/eixos-tematicos\/.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Mirmila Musse, membro da EBP\/AMP, apresentou um texto na mesma ocasi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Lacan, J. Uma psicose lacaniana: entrevista conduzida por Jacques Lacan. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise<\/em>, S\u00e3o Paulo, n. 26\/27, p. 11,12 e 13. 2020.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Lacan, J. <em>O semin\u00e1rio<\/em>, livro 20: <em>Mais, ainda<\/em>. (1972-1973) Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985. p. 160.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Lacan, J. <em>O semin\u00e1rio<\/em>, livro 23: <em>O Sinthoma<\/em>. (1975-1976) Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007. p. 35.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> <em>Ibidem<\/em>.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"wpex-text-sm\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> Carreto, S. Acontecimento (e gozo do corpo). <em>Scilicet: O corpo falante: sobre o inconsciente no s\u00e9culo XXI<\/em>. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2016. p. 33-34.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ana Tereza de Faria Groisman (EBP\/AMP) Integrante da Comiss\u00e3o Cient\u00edfica A experi\u00eancia anal\u00edtica nos ensina que todo discurso se organiza sobre um fundo de real. 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