{"id":425,"date":"2024-05-31T06:50:37","date_gmt":"2024-05-31T09:50:37","guid":{"rendered":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/?page_id=425"},"modified":"2024-11-04T12:02:20","modified_gmt":"2024-11-04T15:02:20","slug":"eixo-2-incidencias-do-discurso-da-ciencia-sobre-os-corpos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/o-encontro\/eixos-tematicos\/eixo-2-incidencias-do-discurso-da-ciencia-sobre-os-corpos\/","title":{"rendered":"Eixo 2: Incid\u00eancias do discurso da ci\u00eancia sobre os corpos"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h6>Marcelo Veras (AME da EBP\/AMP)<br \/>\n<em>Integrante da Comiss\u00e3o Cient\u00edfica<\/em><\/h6>\n<p>O t\u00edtulo do Eixo 2, \u201cIncid\u00eancias do discurso da ci\u00eancia sobre os corpos\u201d, traz de imediato uma afirma\u00e7\u00e3o que nos serve de b\u00fassola, pois, ao perguntarmos qual a incid\u00eancia do discurso da ci\u00eancia sobre os corpos, inferimos que os corpos n\u00e3o s\u00e3o propriedade do discurso cient\u00edfico, este apenas incide sobre eles, assim como incide no Outro social. Contudo, tal como Napole\u00e3o, que se auto coroou Imperador da Fran\u00e7a, a ci\u00eancia assumiu o Discurso do Mestre contempor\u00e2neo e se autoproclamou detentora da verdade sobre os corpos. Mas eles s\u00e3o afetados igualmente por outros discursos, como o pol\u00edtico, o religioso ou o hist\u00e9rico. Seria igualmente o caso do Discurso do Analista? Eis um programa de pesquisa para o nosso Encontro: qual a especificidade do Discurso do Analista diante da babel discursiva? Para o cientista Javier Peteiro, autor do livro <em>O autoritarismo cient\u00edfico<\/em>, a ci\u00eancia \u201cpensava ser (e se depender dos cientistas continua a pensar) algo que se constr\u00f3i como o desvelamento de um real no qual o sujeito n\u00e3o participa\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. As concep\u00e7\u00f5es de corpo s\u00e3o distintas para a ci\u00eancia e para a psican\u00e1lise. Enquanto, para a primeira, o corpo \u00e9 cadaverizado pelo saber, para a psican\u00e1lise, a subst\u00e2ncia gozante \u00e9 a vida, que faz furo no real.<\/p>\n<p>O c\u00e9rebro \u00e9 dom\u00ednio das neuroci\u00eancias, mas n\u00e3o podemos dizer o mesmo da mente humana. A mente depende do c\u00e9rebro para pensar tanto quanto a vis\u00e3o depende do olho para enxergar. Nos dois casos, um n\u00e3o pode ser reduzido ao outro. Quer seja pela neurologia, quer seja pela psiquiatria cl\u00e1ssica, a psican\u00e1lise avan\u00e7ou paulatinamente para se desfazer, ela tamb\u00e9m, do enclausuramento do discurso cient\u00edfico. Lacan, em uma apresenta\u00e7\u00e3o de pacientes, deu um giro de perspectiva na separa\u00e7\u00e3o entre mente e corpo propondo outro par: doen\u00e7as da mentalidade e doen\u00e7as do Outro<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Ou seja, para Lacan a mente \u00e9 corpo, a alteridade se faz com a linguagem.<\/p>\n<p>\u00c9 assim que Jacques-Alain Miller pavimenta o caminho da passagem do primeiro para o segundo ensino de Lacan ao afirmar que o estruturalismo, do qual a psican\u00e1lise lacaniana foi tribut\u00e1ria em seu in\u00edcio, preparou a via do cognitivismo<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Para ele, o estruturalismo foi uma primeira forma de pseudoci\u00eancia que encontrou seu \u00e1pice no cognitivismo, ambos ancorados na exclusividade do S2. No mundo desenhado por essas disciplinas, n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para o sujeito, para o objeto <em>a<\/em> ou para o S1. Estaria a\u00ed a primeira base da identifica\u00e7\u00e3o do homem \u00e0 m\u00e1quina<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. A miragem dessa identifica\u00e7\u00e3o se espraia popularmente, tanto nos trabalhos cient\u00edficos quanto nas hist\u00f3rias de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica ou nas inven\u00e7\u00f5es cada vez mais surpreendentes advindas da intelig\u00eancia artificial. A popularidade dessa fantasmagoria vem do apaziguamento que pode trazer a ideia de que ancorar\u00edamos o Ser em uma ci\u00eancia de c\u00e1lculos, protocolos universais e cifras. Mas o discurso da quantifica\u00e7\u00e3o vai mais al\u00e9m, pois permite igualmente monetizar o Ser e inscrev\u00ea-lo como mercadoria do livre com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>O convite aos trabalhos de nossa jornada cl\u00ednica leva em conta os impasses da ci\u00eancia pura diante do inconsciente, pois a cl\u00ednica que inclui o <em>falasser<\/em> \u00e9 uma cl\u00ednica impura, feita justamente com os pequenos detalhes, como o estilo e a letra que Lacan identificou desde muito cedo nos seus textos psiqui\u00e1tricos. J\u00e1 nos anos 1930, ao comentar um caso de esquizograf\u00eda, Srta. C., Lacan se dedica \u00e0 leitura das cartas da paciente para isolar uma arte po\u00e9tica na qual ela havia desenvolvido um estilo<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. Como em Freud, percebemos que o ultim\u00edssimo Lacan traz elementos do primeir\u00edssimo. Ou seja, muito cedo Lacan se desloca da claridade das evid\u00eancias para afirmar seu gosto pela \u201cfidelidade ao envelope formal do sintoma\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>O sonho do cientista, e o que lhe traz ang\u00fastia, \u00e9 o pr\u00f3prio conceito de ci\u00eancia pura. Para pensarmos a cl\u00ednica psicanal\u00edtica nos tempos atuais, devemos seguir o convite de Lacan e nos aproximarmos do horizonte subjetivo de nossa \u00e9poca. Para os que n\u00e3o s\u00e3o terraplanistas, a linha do horizonte \u00e9 justamente o litoral que nos permite ter uma vis\u00e3o do futuro enquanto ainda avistamos, ao olharmos para tr\u00e1s, as terras que abandonamos.<\/p>\n<p>Se o s\u00e9culo XX foi o s\u00e9culo das m\u00e1quinas, o s\u00e9culo XXI \u00e9 aquele em que o corpo e os limites do humano est\u00e3o em quest\u00e3o. O imediatismo do gozo dos <em>gadgets<\/em>, dispensando os caminhos do desejo, provoca um encurtamento temporal, deixando pouco espa\u00e7o para o sujeito. \u00c9 o que Lacan afirmava j\u00e1 no <em>Discurso de Roma<\/em>: \u201cA ci\u00eancia avan\u00e7a sobre o real ao reduzi-lo ao sinal. Mas ela tamb\u00e9m reduz o real ao mutismo\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. N\u00e3o por acaso, a ang\u00fastia da proximidade do objeto gerou uma epidemia de s\u00edndromes do p\u00e2nico, casos em que o sentido das palavras n\u00e3o \u00e9 de grande utilidade.<\/p>\n<p>As novas tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o mudaram substancialmente os pacientes que chegam \u00e0 cl\u00ednica psicanal\u00edtica. As gera\u00e7\u00f5es mais novas s\u00e3o as mais afetadas. O <em>smartphone<\/em> deixou de ser um aparelho de comunica\u00e7\u00e3o para se tornar um ap\u00eandice corporal, um novo \u00f3rg\u00e3o<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>, como afirma \u00c9ric Laurent, com fins sexuais. Um estudo recente demonstrou que o tempo de perman\u00eancia diante de uma mesma imagem na tela \u00e9 muito curto<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>. Um jovem permanece em m\u00e9dia apenas vinte segundos, por exemplo, em uma mesma imagem do <em>Instagram<\/em> e em seguida ele se desloca para outras plataformas, seja <em>TikTok, Facebook<\/em> ou <em>WhatsApp<\/em>, permanecendo apenas outros vinte segundos na imagem seguinte.<\/p>\n<p>Como nossa pr\u00e1tica pode acompanhar essa contra\u00e7\u00e3o temporal? Entre o instante de ver e o momento de concluir, ambos tempos exclusivos do sujeito, temos o tempo para compreender, que \u00e9 o tempo do di\u00e1logo com o Outro<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>. Quando o Outro \u00e9 reduzido a 20 segundos, o sujeito vive a ang\u00fastia de ver e concluir na precipita\u00e7\u00e3o, o que leva jovens adolescentes, que mal passaram por uma situa\u00e7\u00e3o de <em>bullying<\/em> ou decep\u00e7\u00e3o afetiva, a tentar de imediato se matar. Aqui vai um convite para trazer as inven\u00e7\u00f5es singulares que o analista produziu diante dessa vacuidade do Outro<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um dos paradoxos da rede, que \u00e9 denominada de \u201csocial\u201d quando, na verdade, relan\u00e7a cada um em sua pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de um gozo narc\u00edsico solit\u00e1rio, configurando uma cl\u00ednica de S1\u2019s que n\u00e3o fazem apelo a nenhum S2. O discurso da ci\u00eancia, ao exilar o paciente de sua palavra, reduz a cl\u00ednica a um incessante instante de ver&#8230; para diagnosticar. Os que trabalham com a psican\u00e1lise nos hospitais sabem que, cada vez mais, a a\u00e7\u00e3o do cl\u00ednico no sofrimento ps\u00edquico e na urg\u00eancia subjetiva vem sendo aprisionada por protocolos diversos: protocolo de suic\u00eddio, de ansiedade, dos estados depressivos.<\/p>\n<p>Ironicamente, no futuro, essa ser\u00e1 a grande amea\u00e7a para uma cl\u00ednica baseada exclusivamente em evid\u00eancias, pois nela \u00e9 bem poss\u00edvel substituir o psic\u00f3logo por um <em>Robot<\/em>. Como afirmou Gilson Iannini, em um debate recente, n\u00e3o s\u00e3o os psicanalistas os mais amea\u00e7ados pela Intelig\u00eancia Artificial, mas s\u00e3o os psic\u00f3logos das TCC\u2019s que correm mais risco de ficar desempregados. O inconsciente real \u00e9 justamente o que n\u00e3o \u00e9 evidente, aqui os semblantes fracassam.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mais se as m\u00e1quinas v\u00e3o ganhar partidas de xadrez dos humanos, a quest\u00e3o \u00e9 que, ao ganhar, elas n\u00e3o gozam, s\u00e3o os programadores que gozam. Subsiste por tr\u00e1s dessa solid\u00e3o a puls\u00e3o silenciosa instrumentalizada a servi\u00e7o do mercado de consumo que impulsiona as adi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com a pandemia, foi poss\u00edvel constatar que a Ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 capaz de apaziguar com sua verdade \u2013 basta recordarmos a fenda aberta no Outro entre os que apoiavam e os que rejeitavam a vacina\u00e7\u00e3o. O sujeito contempor\u00e2neo est\u00e1 mergulhado nessa trama de Ci\u00eancia e pseudoci\u00eancia que impulsiona uma batalha dos discursos e o refor\u00e7o das posi\u00e7\u00f5es identit\u00e1rias em detrimento do sintoma de cada um. Da\u00ed que \u00e9 importante pensar a cl\u00ednica da viol\u00eancia sem reduzi-la a uma quest\u00e3o sociol\u00f3gica. Seria ela um sintoma na civiliza\u00e7\u00e3o ou, ao contr\u00e1rio, o destino da puls\u00e3o de morte em uma sociedade sem recalques?<\/p>\n<p>Lacan, em seu \u00faltimo ensino, relativiza a fic\u00e7\u00e3o do Nome-do-Pai para fundar o afeto fundamental da rela\u00e7\u00e3o com o Outro, que \u00e9 o \u00f3dio. Ele o funda diretamente sobre a rela\u00e7\u00e3o ao gozo como ponto de rejei\u00e7\u00e3o, de expuls\u00e3o do Outro que releva da <em>Austossung<\/em>, a expuls\u00e3o primordial que situa o sujeito frente ao Outro. Miller sublinha, a prop\u00f3sito da oposi\u00e7\u00e3o freudiana Eros\/Thanatos: \u201co advers\u00e1rio do amor n\u00e3o \u00e9 o \u00f3dio, \u00e9 a morte, Thanatos. \u00c9 preciso diferenciar a viol\u00eancia do \u00f3dio. O \u00f3dio est\u00e1 do mesmo lado do amor. O \u00f3dio e o amor est\u00e3o do lado de Eros\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Irrompe, desse modo, uma cl\u00ednica em que os corpos est\u00e3o cada vez mais etiquetados, mas sufocados pela falta de palavras. Quantas fibromialgias poder\u00e3o, na verdade, ser a express\u00e3o de uma histeria r\u00edgida? Quantos lutos s\u00e3o tratados como depress\u00e3o e medicados imediatamente? A neurose obsessiva foi evacuada de toda culpabilidade inconsciente e convertida em TOC, mera exposi\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos quantific\u00e1veis. Os efeitos do mergulho da humanidade no campo das redes sociais foram rapidamente identificados como patologias de aliena\u00e7\u00e3o e separa\u00e7\u00e3o do Outro. Os resultados do imperativo \u201ctodos conectados\u201d se fazem ver no aumento sem precedentes de diagn\u00f3sticos de hiperatividade, bem como a rejei\u00e7\u00e3o desse Outro digital invasivo que, igualmente, gerou a inclus\u00e3o indiscriminada de milhares de crian\u00e7as no espectro autista.<\/p>\n<p>A ideologia da cifra e o neuro-paradigma fundam discursos sem um mais al\u00e9m, que produzem uma vacuidade sem\u00e2ntica. Lacan afirma que o progresso da ci\u00eancia \u201cfaz desaparecer a fun\u00e7\u00e3o da causa\u201d<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>, no sentido em que se produz um \u201cisso quer dizer alguma coisa\u201d ali onde \u201cse rompe a implica\u00e7\u00e3o do sujeito em sua conduta\u201d<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>.<\/p>\n<p>Em nossas jornadas cl\u00ednicas, esperamos casos que demonstrem uma cl\u00ednica enraizada na unicidade do caso. Um caso n\u00e3o deve ser escolhido pela sua tipicidade, mas, ao contr\u00e1rio, pela sua singularidade. \u00c9 preciso que ele apresente um car\u00e1ter original e uma atipicidade<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a>. Uma cl\u00ednica que vai al\u00e9m de apenas decifrar os sentidos recalcados para se sustentar no cifrar que a letra proporciona.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Bassols, M.; Peteiro, J. \u201cO autoritarismo cient\u00edfico\u201d. In: <em>A psican\u00e1lise, a ci\u00eancia e o real<\/em>. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2015, p. 178.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Miller, J.-A. \u201cEnseignements de la pr\u00e9sentation de malades. Intervention faite aux \u2018Journ\u00e9es des math\u00e8mes\u2019 de l&#8217;\u00c9cole freudienne\u201d. In: <em>Ornicar,<\/em> n. 10, 1977.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Miller, J.-A. \u201cNeuro, le nouveau r\u00e9el\u201d. In: <em>La cause du d\u00e9sir<\/em>, n. 98, 2018.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Idem.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Lacan, J. \u201c\u00c9crits \u2018inspir\u00e9s\u2019: Schizographie\u201d. In: <em>Premiers \u00c9crits<\/em>. Paris: Ed. du Seuil, 2023, p.71.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Miller, J.-A., \u201cAvertissement\u201d. In: Lacan, J. <em>Premiers \u00c9crits<\/em>. Paris: Ed. du Seuil, 2023, p. 9.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Lacan, J. \u201cDiscurso de Roma\u201d<em>.<\/em> In: <em>Outros escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2003, p. 143.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Laurent, \u00c9. \u201cJouir d\u2019internet\u201d. In: <em>La Cause du d\u00e9sir<\/em>, n. 97, p.11. (Tradu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.revistaderivasanaliticas.com.br\/index.php\/gozar-internet\">https:\/\/www.revistaderivasanaliticas.com.br\/index.php\/gozar-internet<\/a>)<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Reeves, B. et al. \u201cScreenomics: A Framework to Capture and Analyze Personal Life Experiences and the Ways That Techonology Shapes Them\u201d. In: <em>Human-Computer Interaction<\/em>, v. 36, n. 2, p. 150-201, 2021.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> N\u00e3o que o sujeito no instante de ver e no momento de concluir n\u00e3o seja afetado pelo Outro, como bem lembrou S\u00e9rgio Laia na atividade preparat\u00f3ria do dia 18 de maio de 2024. Mas \u00e9 no encurtamento do tempo para compreender que mais percebemos os efeitos cl\u00ednicos da vacuidade do Outro atual.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Nos parece que o \u00faltimo Lacan serve de b\u00fassola para essa cl\u00ednica que se descortina.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Miller, J.-A. \u201cCrian\u00e7as violentas\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o lacaniana. Revista brasileira internacional de psican\u00e1lise<\/em>, n. 77, agosto 2017, p. 26.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Lacan, J. (1962-1963) <em>O Semin\u00e1rio, livro 10: a ang\u00fastia.<\/em> Rio de Janeiro: Zahar, 2005, p. 310.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> Idem, p. 306.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> Miller, J.-A. \u201cAvertissement\u201d. <em>Op. cit.<\/em>, p. 9.<\/h6>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] Marcelo Veras (AME da EBP\/AMP) Integrante da Comiss\u00e3o Cient\u00edfica O t\u00edtulo do Eixo 2, \u201cIncid\u00eancias do discurso da ci\u00eancia sobre os corpos\u201d, traz de imediato uma afirma\u00e7\u00e3o que nos serve de b\u00fassola, pois, ao perguntarmos qual a incid\u00eancia do discurso da ci\u00eancia sobre os corpos, inferimos que os corpos n\u00e3o s\u00e3o propriedade do discurso&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":24,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"class_list":["post-425","page","type-page","status-publish","hentry","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/425","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=425"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/425\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":779,"href":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/425\/revisions\/779"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/24"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=425"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}