{"id":38,"date":"2024-02-23T08:45:35","date_gmt":"2024-02-23T11:45:35","guid":{"rendered":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/?page_id=38"},"modified":"2024-08-29T05:40:57","modified_gmt":"2024-08-29T08:40:57","slug":"6o-encontro-tya-basil","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/eventos-das-redes\/6o-encontro-tya-basil\/","title":{"rendered":"6\u00ba Encontro TyA Basil"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #000080;\"><strong>VI Encontro TyA Brasil &#8211; Da droga \u00e0 palavra<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>O campo das toxicomanias continua a nos fazer quest\u00e3o. Em um mundo que avan\u00e7a decididamente para a consolida\u00e7\u00e3o do objeto no z\u00eanite social, a toxicomania evidencia o paradigma do sujeito contempor\u00e2neo e seu modo de gozo adicto. \u201cO modelo geral da vida cotidiana no s\u00e9culo XXI \u00e9 a adi\u00e7\u00e3o. O \u201cUm\u201d goza todo s\u00f3 com sua droga, e toda atividade pode tornar-se droga: o esporte, o sexo, o trabalho, o <em>smartphone, <\/em>o Facebook\u201d.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>Essa preval\u00eancia do Um sozinho em nossa \u00e9poca contrasta radicalmente com o estatuto do Outro, tesouro dos significantes, que ancorou o sintoma neur\u00f3tico por excel\u00eancia. A civiliza\u00e7\u00e3o engendrou as condi\u00e7\u00f5es ideais para que o gozo do Um fosse franqueado em larga escala e o objeto que melhor condensa essa premissa, n\u00e3o poderia ser outro que n\u00e3o o t\u00f3xico.<\/p>\n<p>A droga na cultura revela um sintoma social apontando para uma crise com o saber a partir da fun\u00e7\u00e3o t\u00f3xica. \u00a0Nunca se produziu tanta informa\u00e7\u00e3o e conte\u00fado, sobretudo a partir do advento das redes sociais. No entanto, h\u00e1 muito pouca produ\u00e7\u00e3o de saber.<\/p>\n<p>\u201cO que o t\u00f3xico procura, \u00e9 a evacua\u00e7\u00e3o da significa\u00e7\u00e3o e, portanto, uma maneira de manter-se por fora do dizer. Fora do discurso, na positividade da repeti\u00e7\u00e3o\u201d.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p>O sil\u00eancio da puls\u00e3o prescinde da palavra e, portanto, do saber. O acesso direto ao gozo em sua vers\u00e3o mais autista diz respeito ao autoerotismo e menos ao Outro sexuado.<\/p>\n<p>Inversamente \u00e0 opera\u00e7\u00e3o toxic\u00f4mana, a palavra opera frente ao gozo opaco da puls\u00e3o em uma fun\u00e7\u00e3o de media\u00e7\u00e3o e, com a experi\u00eancia anal\u00edtica, um saber \u00e9 produzido.<\/p>\n<p>Como fazer para introduzir o amor pelas palavras diante do recha\u00e7o da posi\u00e7\u00e3o toxic\u00f4mana?<\/p>\n<p>Como o analista pode operar na oferta de um lugar n\u00e3o segregativo que permita ao sujeito n\u00e3o assentar-se na identifica\u00e7\u00e3o toxic\u00f4mana que a cultura oferta? Se na toxicomania o objeto mais de gozar est\u00e1 aderido a um produto da ind\u00fastria, \u201co analista deveria ser um <em>dealer<\/em> da droga da palavra\u201d.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>Como para todo falasser a partida se d\u00e1 com o gozo do Um, esse que itera e cuja ra\u00edz \u00e9 a adi\u00e7\u00e3o, o lugar do analista no jogo com o sujeito toxic\u00f4mano seria o de fornecer a palavra, na tentativa de promover o amor ao inconsciente. \u201cO amor \u00e9 o que poderia fazer a media\u00e7\u00e3o entre os um-sozinho\u201d.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p>Onde h\u00e1 identifica\u00e7\u00e3o bruta ao \u201csou toxic\u00f4mano\u201d, o efeito <em>dealer<\/em> do analista poderia oferecer o t\u00f3xico da palavra, jogando com o gozo da fala ali onde o mais de gozar era o produto\/droga, abrindo uma hi\u00e2ncia diante das formas fixas e silenciadas de gozo, das parcerias corpo\/qu\u00edmica onde esse cada vez mais se coloca em risco em uma rela\u00e7\u00e3o de exclusividade em detrimento \u00e0 palavra?<\/p>\n<p>Da cl\u00ednica com as toxicomanias, pode-se formalizar uma pol\u00edtica que se distingue dos demais tratamentos ofertados ao campo das depend\u00eancias qu\u00edmicas?<\/p>\n<p>\u00c9 o que tentaremos interrogar atrav\u00e9s das diversas experi\u00eancias que pretendemos recolher e que podem nos ensinar sobre a oferta da psican\u00e1lise \u00e0 cl\u00ednica das toxicomanias no VI Encontro da rede TyA Brasil. Esperamos a contribui\u00e7\u00e3o de todos!<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> MILLER, J.A. \u2013 As profecias de Lacan \u2013 entrevista de Jacques Alain Miller ao Le Point. In: Correio, Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise 70, p. 8.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> TARRAB, M. \u2013 Una experiencia vacia. In: M\u00e1s all\u00e1 de las drogas \u2013 estudios psicoanal\u00edticos, p. 123.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> MILLER, J. A. \u2013 Observa\u00e7\u00f5es sobre o gozo autoer\u00f3tico. Dispon\u00edvel em: http:\/\/pharmakondigital.com\/para-uma-investigacao-sobre-o-gozo-autoerotico\/<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> MILLER, J. A. &#8211;\u00a0 Uma fantasia.In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, 42, p18<\/h6>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;584&#8243; alignment=&#8221;center&#8221; onclick=&#8221;link_image&#8221;]<div class=\"vcex-spacing wpex-w-100 wpex-clear\"><\/div><div class=\"theme-button-wrap textcenter wpex-clr\"><a href=\"https:\/\/forms.gle\/rUKV3KsFbBHGrAx8A\" class=\"vcex-button theme-button blue align-center inline\" style=\"background:var(--wpex-on-accent);color:#ffffff;\" data-wpex-hover='{&quot;background&quot;:&quot;var(--wpex-accent)&quot;,&quot;color&quot;:&quot;#ffffff&quot;}'><span class=\"vcex-button-inner theme-button-inner\">INSCRI\u00c7\u00d5ES<\/span><\/a><\/div> [\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text] VI Encontro TyA Brasil &#8211; Da droga \u00e0 palavra O campo das toxicomanias continua a nos fazer quest\u00e3o. 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