{"id":281,"date":"2024-04-11T09:05:24","date_gmt":"2024-04-11T12:05:24","guid":{"rendered":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/?page_id=281"},"modified":"2024-08-01T13:31:15","modified_gmt":"2024-08-01T16:31:15","slug":"dizeres-que-capturam","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/o-encontro\/bibliografia\/dizeres-que-capturam\/","title":{"rendered":"Dizeres que capturam"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]Abaixo, voc\u00eas encontram uma sele\u00e7\u00e3o de par\u00e1grafos extra\u00eddos de algumas das publica\u00e7\u00f5es sugeridas na Lista geral de refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas. Pequenos trechos que ser\u00e3o apresentados, ao longo dos meses at\u00e9 a data de nosso Encontro, sob quest\u00f5es formuladas pela <em>Comiss\u00e3o de Refer\u00eancias<\/em> a partir da leitura do Argumento. Uma s\u00e9rie de cita\u00e7\u00f5es pin\u00e7adas a dedo que esperamos que tamb\u00e9m contribuam com os estudos de cada um![\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_separator color=&#8221;blue&#8221;][vc_empty_space][vc_column_text]\n<ol>\n<li><strong><em> Corpos constitu\u00eddos <\/em><\/strong><strong>[Attraper<\/strong><strong>]<em> pelo discurso?<\/em><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u201c&#8230;Estou falando da vari\u00e1vel aparente. A vari\u00e1vel aparente\u00a0x\u00a0constitui-se de que o\u00a0x\u00a0marca um lugar vazio naquilo de que se trata. A condi\u00e7\u00e3o para isso funcionar \u00e9 que coloquemos exatamente o mesmo significante em todos os lugares reservados vazios. Essa \u00e9 a \u00fanica maneira da linguagem chegar a alguma coisa. E foi por isso que me expressei nesta formula\u00e7\u00e3o:\u00a0n\u00e3o existe metalinguagem.\u201d (LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 19<\/strong>: &#8230;ou pior [1971-72]. Rio de Janeiro: Zahar, 2012, p. 12).<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cVoc\u00eas realmente precisam se dar conta de que aquilo de que dependem mais fundamentalmente \u2013 porque, afinal, a Universidade n\u00e3o nasceu ontem \u2013 \u00e9 do discurso do mestre\/senhor, que foi o primeiro a surgir, e al\u00e9m disso, \u00e9 ele que perdura e que tem pouca probabilidade de ser abalado. (LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 19<\/strong>: &#8230;ou pior [1971-72]. Rio de Janeiro: Zahar, 2012, p. 220)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cSer\u00e1 que isso quereria dizer, do que bem parece que sou mantenedor, que o sujeito est\u00e1 condenado a s\u00f3 se ver surgir <em>in initio<\/em>, no campo do Outro? Isto podia ser assim. Muito bem!, de modo algum \u2013 de modo algum \u2013 de modo algum. A aliena\u00e7\u00e3o consiste nesse vel que \u2013 se a palavra condenado n\u00e3o suscita obje\u00e7\u00f5es da parte de voc\u00eas, eu a retomo \u2013 condena o sujeito a s\u00f3 aparecer nessa divis\u00e3o que venho, me parece, de articular suficientemente ao dizer que se ele aparece de um lado como sentido, produzido pelo significante, do outro ele aparece como <em>af\u00e2nise<\/em>.\u201d (LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 11<\/strong>: os quatros conceitos fundamentais da psican\u00e1lise [1964]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1988, p.199)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cNa primeira concep\u00e7\u00e3o de Lacan sobre o lugar de inscri\u00e7\u00e3o que permitiria enganchar simb\u00f3lico e corpo, existe uma confus\u00e3o entre o Um do corpo que se apresenta sob a forma de um indiv\u00edduo, e o Um do significante que se repete. Naquele primeiro momento, tratava-se do corpo imagin\u00e1rio, da imagem. O narcisismo a\u00ed foi pensado a partir do Est\u00e1dio do Espelho. No Semin\u00e1rio 19, entretanto, n\u00e3o \u00e9 o corpo que do ponto de vista do imagin\u00e1rio que lhe interessa e o pr\u00f3prio Lacan denunciou aquele primeiro momento como sendo insatisfat\u00f3rio para pensar a inscri\u00e7\u00e3o do Um no corpo, tendo em vista sua amarra\u00e7\u00e3o com o simb\u00f3lico. Nesse momento, trata-se de um novo projeto. No Semin\u00e1rio 19, Lacan estava empenhado em saber como se inscreveu o Um, e se \u00e9 poss\u00edvel pensar na inscri\u00e7\u00e3o do Um, n\u00e3o s\u00f3 pela imagem e por seu car\u00e1ter de individua\u00e7\u00e3o, mas a partir do gozo como tal.\u201d (LAURENT, E. Por que o Um? <em>In<\/em>: GORSKI, G. e FUENTES, M.J.S. (org.). <em>In<\/em>: <strong>Leituras do Semin\u00e1rio &#8230;ou pior de Jacques Lacan<\/strong>. Salvador: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2015, p. 33)<\/p>\n<p>\u201cO objeto <em>a<\/em> n\u00e3o forma parte da estrutura da linguagem, mas daquela que Lacan chama discurso, que precisamente realiza a recupera\u00e7\u00e3o do que n\u00e3o est\u00e1 na estrutura da linguagem. Essa perda que carrega a estrutura da linguagem, a estrutura do discurso a transforma em produto no discurso que Lacan chama do mestre.\u201d (Miller, J.-A. S\u2019truc dure, El uno en la experiencia anal\u00edtica.<em> In:<\/em> <strong>Lecturas del Semin\u00e1rio 19 &#8230;o peor<\/strong>\u201d. P. 32)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cQuanto ao sujeito do inconsciente, ele engrena sobre o corpo. Ser\u00e1 preciso repisar que ele s\u00f3 se situa verdadeiramente a partir de um discurso, ou seja, daquilo cujo artif\u00edcio cria o concreto, e como! Da\u00ed, que se pode dizer \u2013 a partir do saber que ex-siste para n\u00f3s no inconsciente, mas que s\u00f3 \u00e9 articulado por um discurso \u2013, que se pode dizer do real que nos chega atrav\u00e9s desse discurso? \u00c9 assim que sua pergunta se traduz em meu contexto, ou seja, parece louca\u201d. (LACAN, J. Televis\u00e3o. <em>In<\/em>: <strong>Outros Escritos<\/strong>, Rio de Janeiro: Jorge Zahar ed, 2003, p. 535)<\/p>\n<p>\u201cDe fato, o sujeito do inconsciente s\u00f3 toca na alma atrav\u00e9s do corpo, por nele introduzir o pensamento: desta vez, contradizendo Arist\u00f3teles. O homem n\u00e3o pensa com sua alma, como imagina o fil\u00f3sofo. Ele pensa porque uma estrutura, a da linguagem \u2013 a palavra comporta isso \u2013, porque uma estrutura recorta seu corpo, e nada tem a ver com a anatomia\u201d. (LACAN, J. Televis\u00e3o. <em>In<\/em>: <strong>Outros Escritos<\/strong>, Rio de Janeiro: Jorge Zahar ed, 2003, p.511)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cPor supuesto, hay un fundamento para querer-decir del s\u00edntoma. Ese fundamento es que desde el origen hay una relaci\u00f3n con lalengue. Lacan subraya que lalengue es para cada uno algo recibido y no aprendido. Es una pasi\u00f3n, se la sufre. Hay un encuentro entre lalengue e el cuerpo, y de ese encuentro nascen marcas que son marcas sobre el cuerpo. Lo que Lacan denomina <em>sinthome<\/em> es la consistencia de esas marcas, y por eso \u00e9l reduce el sinthome a ser un acontecimiento de cuerpo. Algo ocurri\u00f3 al cuerpo debido a lalengue. Esta referencia al cuerpo es ineliminable del inconsciente.\u201d (MILLER, J-A. S\u00edntoma y Sinthome. <em>In<\/em>: <strong>Piezas Sueltas<\/strong>. Ciudad Aut\u00f3noma de Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2013, p. 75.)<\/p>\n<hr \/>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong><em> Discurso do mestre<\/em><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u201cPor mais besta que seja esse discurso do inconsciente, ele corresponde a algo relativo \u00e0 institui\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio discurso do mestre. \u00c9 isso que se chama de inconsciente.\u201d (LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 17<\/strong>: o avesso da psican\u00e1lise [1969-70]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1992, p. 85)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cA formula\u00e7\u00e3o do discurso da an\u00e1lise que tentei dar-lhes demarca esse discurso a partir daquilo com que, por toda sorte de rastros, ele j\u00e1 \u00e0 primeira vista se manifesta aparentado \u2013 a saber, o discurso do mestre. Ou melhor, \u00e9 por estar mascarada a verdade do discurso do mestre que a an\u00e1lise adquire sua import\u00e2ncia.\u201d (LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 17<\/strong>: o avesso da psican\u00e1lise [1969-70]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1992, p. 95)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201c\u00c9 sempre do significante que estou falando quando falo do <em>H\u00e1-um<\/em> [<em>Yad\u2019lun<\/em>]. Para entender esse <em>um<\/em> [<em>d\u2019lun<\/em>] na medida da sua ascend\u00eancia, j\u00e1 que seguramente ele \u00e9 o significante mestre, \u00e9 preciso abord\u00e1-lo ali onde ele foi deixado por conta dos seus talentos, para lhe dar uma prensa.\u201d (LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 19<\/strong>: &#8230;ou pior [1971-72]. Rio de Janeiro: Zahar, 2012, p. 146)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cIsso nos d\u00e1 a oportunidade de passar para o avesso (esse \u00e9 o prop\u00f3sito de meu semin\u00e1rio deste ano) da psican\u00e1lise, como aquela que \u00e9 o discurso de Freud, que nele est\u00e1 suspenso. E isso sem recorrer ao Nome-do-Pai, do qual eu disse abster-me, vi\u00e9s leg\u00edtimo a considerar da topologia que esse discurso deixa transparecer\u201d. (LACAN, J. Radiofonia [1970]. <em>In<\/em>: LACAN, J. <strong>Outros Escritos<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar ed., 2003, p. 428.)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cNotem, por outro lado, que se h\u00e1 algo que at\u00e9 hoje deu um enquadre ao circuito do supereu na hist\u00f3ria humana, \u00e9 o que Lacan chamou Discurso do Mestre, o qual n\u00e3o \u00e9 um movimento perp\u00e9tuo, e permite uma produ\u00e7\u00e3o e uma separa\u00e7\u00e3o do mais de gozar, do gozo suplementar. De fato, o discurso do mestre captou o termo subjetivo e esse elemento de gozo suplementar que chamamos <em>a<\/em>, e os enquadrou a fim de limitar estritamente sua c\u00f3pula. Por isso, [esse discurso] \u00e9 eminentemente civilizador: rompe o circuito, se estabelece sobre uma quebra, [faz] uma barreira entre o sujeito e esse gozo suplementar, e corrige, pois, este <em>impasse<\/em> crescente da nossa civiliza\u00e7\u00e3o.\u201d (MILLER, J.-A. <strong>El banquete de los analistas<\/strong>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2011, p. 307. Nossa tradu\u00e7\u00e3o.)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cChamamos de consci\u00eancia de culpa a tens\u00e3o entre o severo Supereu e o Eu que lhe est\u00e1 submetido; ela se manifesta como necessidade de puni\u00e7\u00e3o. A cultura lida, portanto, com o perigoso prazer da agress\u00e3o do indiv\u00edduo, enfraquecendo-o, desarmando-o e vigiando-o, por meio de uma inst\u00e2ncia em seu interior, como se fosse a ocupa\u00e7\u00e3o de uma cidade conquistada.\u201d (FREUD, S. O mal-estar na cultura [1930]. <em>In<\/em>: <strong>Cultura, Sociedade, Religi\u00e3o<\/strong>: O mal-estar na cultura e outros escritos. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2020. (Obras Incompletas de Sigmund Freud \/coordena\u00e7\u00e3o Gilson Ianinni, Pedro Heliodoro Tavares), p. 377.<\/p>\n<hr \/>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong><em> Discurso do mestre contempor\u00e2neo<\/em><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u201cEm minha primeira enuncia\u00e7\u00e3o, h\u00e1 tr\u00eas semanas, partimos de que o saber, no primeiro estatuto do discurso do senhor, \u00e9 a parte do escravo. Pensei ter indicado, sem poder desenvolver da \u00faltima vez por um pequeno contratempo \u2013 que lamento \u2013, que o que se opera entre o discurso do senhor antigo e o do senhor moderno, que se chama capitalista, \u00e9 uma modifica\u00e7\u00e3o no lugar do saber.\u201d (LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 17<\/strong>: o avesso da psican\u00e1lise [1969-70]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1992, p. 29-30)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cJamais se honrou tanto o trabalho, desde que a humanidade existe. E mesmo, est\u00e1 fora de cogita\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se trabalhe. Isto \u00e9 um sucesso, ent\u00e3o, do que chamo de discurso do mestre. Para isso, foi preciso que ele ultrapasse certos limites. Em poucas palavras, isso acontece \u00e0quilo cuja muta\u00e7\u00e3o tentei apontar-lhes. Espero que se recordem disso, e se n\u00e3o recordam \u2013 \u00e9 bem poss\u00edvel \u2013, vou lembrar-lhes j\u00e1 j\u00e1. Falo dessa muta\u00e7\u00e3o capital, tamb\u00e9m ela, que confere ao discurso do mestre seu estilo capitalista.\u201d (LACAN, J. <em>In<\/em>: <strong>O semin\u00e1rio, livro 17<\/strong>: o avesso da psican\u00e1lise [1969-70]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1992, p. 160)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cVoc\u00eas n\u00e3o s\u00e3o muito curiosos e al\u00e9m disso, sobretudo, s\u00e3o pouco intervencionistas, de maneira que, quando lhes falei do discurso do mestre no ano passado, ningu\u00e9m veio me provocar para me perguntar como situava a\u00ed o discurso do capitalista. Eu esperava isso, s\u00f3 pe\u00e7o para explic\u00e1-lo a voc\u00eas, sobretudo porque \u00e9 simples demais. Uma coisinha de nada que gira e o discurso do mestre de voc\u00eas mostra-se tudo o que h\u00e1 de mais transform\u00e1vel no discurso do capitalista.\u201d (LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 18: <\/strong>de um discurso que n\u00e3o fosse semblante [1970-71]. Rio de Janeiro: Zahar, 2009, p.47).<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cO que distingue o discurso do capitalismo \u00e9 isto: a <em>Verwerfung<\/em>, a rejei\u00e7\u00e3o para fora de todos os campos do simb\u00f3lico, com as conseq\u00fc\u00eancias de que j\u00e1 falei \u2013 rejei\u00e7\u00e3o de qu\u00ea? Da castra\u00e7\u00e3o. Toda ordem, todo discurso aparentado com o capitalismo deixa de lado o que chamaremos, simplesmente, de coisas do amor, meus bons amigos. Como voc\u00eas veem, n\u00e3o \u00e9 pouca coisa, certo?\u201d (LACAN, J. <strong>Estou falando com as paredes<\/strong>: conversas na Capela de Sainte-Anne [1971-72]. Rio de Janeiro: Zahar, 2011, p. 88)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cN\u00e3o estou dizendo, de modo algum, que o discurso capitalista seja ruim; \u00e9, ao contr\u00e1rio, algo extremamente astucioso, hein? Insanamente astucioso, mas fadado a furar. Afinal de contas, foi o que se fez de mais astucioso como discurso. N\u00e3o est\u00e1 menos condenado a furar. \u00c9 s\u00f3 que \u00e9 insustent\u00e1vel. \u00c9 insustent\u00e1vel\u2026 numa coisa que eu poderia lhes explicar\u2026 porque o discurso capitalista est\u00e1 a\u00ed, voc\u00eas veem\u2026 [indica a f\u00f3rmula no quadro] \u00e9 simplesmente uma invers\u00e3o, bem pequena, entre o S1 e o $\u2026 que \u00e9 o sujeito\u2026 isso basta para que ele funcione como sobre rodas, n\u00e3o poderia andar melhor, mas, justamente, anda r\u00e1pido demais, se consome, se consome t\u00e3o bem que se consuma.\u201d (LACAN, J. Do discurso psicanal\u00edtico [1972]. <em>In:<\/em> LACAN, J. <strong>Lacan in Italia<\/strong>,1953-1978. Milano: Salamandra,1978, p. 36. Tradu\u00e7\u00e3o nossa.)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cMenos ainda na medida em que, ao referir essa mis\u00e9ria ao discurso do capitalista, eu o denuncio. Apenas indico que n\u00e3o posso faz\u00ea-lo a s\u00e9rio, porque, ao denunci\u00e1-lo, eu o refor\u00e7o \u2013 por normatiz\u00e1-lo, ou seja, aperfei\u00e7o\u00e1-lo.\u201d (LACAN, J. Televis\u00e3o [1974]. <em>In<\/em>: LACAN, J. <strong>Outros Escritos<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar ed., 2003, p. 516-517.)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cEm primeiro lugar, se refletirmos tranq\u00fcilamente, sem emo\u00e7\u00e3o, Lacan n\u00e3o hesitou em formular que o discurso do mestre era a estrutura do discurso do inconsciente, ou seja, os dois tinham a mesma estrutura. Ora, se quisermos, o discurso do mestre \u00e9 um discurso social, \u00e9 o discurso de uma civiliza\u00e7\u00e3o que prevaleceu desde a Antiguidade. Portanto, n\u00e3o \u00e9 absurdo, <em>a<\/em> <em>priori<\/em>, que o discurso da civiliza\u00e7\u00e3o de hoje tenha a mesma estrutura que o discurso do analista, isso n\u00e3o \u00e9 inconceb\u00edvel, sobre bases eventualmente desejantes a partir das quais trabalhamos.\u201d (MILLER, J.-A. Uma fantasia. <em>In:<\/em> <strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/strong>: Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, n.42, fev. 2005, p. 7-18. Dispon\u00edvel tamb\u00e9m em: h<a href=\"https:\/\/2012.congresoamp.com\/pt\/template.php?file=Textos\/Conferencia-de-Jacques-Alain-Miller-en-Comandatuba.html\">ttps:\/\/2012.congresoamp.com\/pt\/template.php?file=Textos\/Conferencia-de-Jacques-Alain-Miller-en-Comandatuba.html<\/a>. Acesso em 29 de abril de 2024.)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cEnt\u00e3o, de repente, eu me perguntei: ser\u00e1 que o objeto <em>a <\/em>seria \u2013 como dizer? \u2013 a b\u00fassola da civiliza\u00e7\u00e3o de hoje? E por que n\u00e3o? Tentemos ver nisso o princ\u00edpio do discurso hipermoderno da civiliza\u00e7\u00e3o.\u201d (MILLER, J.-A. Uma fantasia. <em>In:<\/em> <strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/strong>: Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, n.42, fev. 2005, p. 7-18. Dispon\u00edvel tamb\u00e9m em: <a href=\"https:\/\/2012.congresoamp.com\/pt\/template.php?file=Textos\/Conferencia-de-Jacques-Alain-Miller-en-Comandatuba.html\">https:\/\/2012.congresoamp.com\/pt\/template.php?file=Textos\/Conferencia-de-Jacques-Alain-Miller-en-Comandatuba.html<\/a>. Acesso em 29 de abril de 2024.)<\/p>\n<hr \/>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong><em> Discurso do analista<\/em><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u201cEm se tratando da posi\u00e7\u00e3o dita do analista \u2013 nos casos, ali\u00e1s, improv\u00e1veis, pois haver\u00e1 mesmo um analista?, quem pode saber?, mas teoricamente podemos postul\u00e1-lo \u2013, \u00e9 o pr\u00f3prio objeto <em>a<\/em> que vem no lugar do mandamento. \u00c9 como id\u00eantico ao objeto <em>a<\/em>, quer dizer, a isso que se apresenta ao sujeito como a causa do desejo, que o analista se oferece como ponto de mira para essa opera\u00e7\u00e3o insensata, uma psican\u00e1lise, na medida em que ela envereda pelos rastros do desejo de saber.\u201d (LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 17<\/strong>: o avesso da psican\u00e1lise [1969-70]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1992, p. 99)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cEsses discursos, que designei, nomeadamente, como discurso do mestre, discurso universit\u00e1rio, discurso que privilegiei com o termo da hist\u00e9rica e discurso do analista, t\u00eam a propriedade de sempre se ordenar a partir do semblante. Esse ponto de ordena\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m aquele pelo qual os destaco. Que tem de privilegiado o discurso anal\u00edtico, por ser aquele que nos permite, articulando-os dessa maneira, reparti-los em quatro disposi\u00e7\u00f5es fundamentais? \u00c9 singular que tal enuncia\u00e7\u00e3o se apresente como que ao t\u00e9rmino do que foi permitido por aquele que est\u00e1 na origem do discurso anal\u00edtico, a saber, Freud. Ele n\u00e3o o permitiu a partir de nada. Permitiu-o a partir do que se apresenta \u2013 j\u00e1 o articulei muitas vezes \u2013 como sendo o princ\u00edpio do discurso do analista, ou seja, aquele que se privilegia por um certo saber que esclarece a articula\u00e7\u00e3o da verdade com o saber.\u201d (LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 18<\/strong>: de um discurso que n\u00e3o fosse semblante [1971]. Rio de Janeiro: Zahar, 2005, p. 152-153)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cO Um de que se trata no S1, aquele que o sujeito produz, ponto ideal, digamos, na an\u00e1lise, \u00e9, ao contr\u00e1rio do que se trata na repeti\u00e7\u00e3o, o Um como Um s\u00f3 [Un seul]. \u00c9 o Um n\u00e3o medida em que, seja qual for a diferen\u00e7a existente, sejam quais forem todas as diferen\u00e7as que existem e todas as quais se equivalem, existe apenas uma: \u00e9 a diferen\u00e7a.\u201d (LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 19<\/strong>: &#8230;ou pior [1971-72]. Rio de Janeiro: Zahar, 2012, p. 159).<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cQuando algu\u00e9m me procura no meu consult\u00f3rio pela primeira vez e eu escando nossa entrada na hist\u00f3ria com algumas entrevistas preliminares, o importante \u00e9 a confronta\u00e7\u00e3o dos corpos. \u00c9 justamente por isso partir desse encontro de corpos que este n\u00e3o entra mais em quest\u00e3o, a partir do momento em que entramos no discurso anal\u00edtico.\u201d (LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 19<\/strong>: &#8230;ou pior [1971-72]. Rio de Janeiro: Zahar, 2012, p. 220)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cEsse \u00e9 o <em>hic <\/em>que s\u00f3 se faz <em>nunc <\/em>quando se \u00e9 psicanalista, e tamb\u00e9m lacaniano. Em breve, todo o mundo o ser\u00e1 \u2013 minha audi\u00eancia \u00e9 um pr\u00f3dromo disso \u2013 e, portanto, tamb\u00e9m o ser\u00e3o os psicanalistas. Para isso, bastaria a ascens\u00e3o ao z\u00eanite social do objeto que chamo pequeno <em>a, <\/em>pelo efeito de ang\u00fastia provocado pelo esvaziamento com que nosso discurso o produz, por faltar \u00e0 sua produ\u00e7\u00e3o.\u201d (LACAN, J. Radiofonia [1970].<em> In<\/em>: LACAN, J. <strong>Outros escritos<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 411)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cO analista, com efeito, de todas as ordens de discurso que se sustentam atualmente \u2013 e este termo n\u00e3o \u00e9 um nada se damos ao ato seu pleno sentido aristot\u00e9lico \u2013 \u00e9 aquele que, ao p\u00f4r o objeto <em>a<\/em> no lugar do semblante, est\u00e1 na posi\u00e7\u00e3o mais conveniente para fazer o que \u00e9 justo fazer, a saber, interrogar como saber o que \u00e9 da verdade.\u201d (LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 20<\/strong>: mais, ainda. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1985, p. 129)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cO que os salva [aos analistas] \u2013 o que os salva mesmo assim \u2013 \u00e9 ter \u00eaxito em fazer de sua posi\u00e7\u00e3o de dejeto o princ\u00edpio de um novo discurso. De ter tido \u00eaxito em sublimar o suficiente sua degrada\u00e7\u00e3o para elev\u00e1-la \u00e0 dignidade de uma pr\u00e1tica, ou seja, de um objeto de troca.\u201d (MILLER J.-A. A salva\u00e7\u00e3o pelos dejetos. <em>In: <\/em><strong>Correio<\/strong>: Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, \u00a0n. 67, dez, 2010, p. 23-24).<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cEntonces, que \u00e9 un analista na cl\u00ednica del sinthome? Por lo menos, es un sujeto que ha percebido su modo de gozar como absolutamente singular, la contingencia de ese modo de gozar, que ha captado \u2013 de que modo? \u2013 su gozo como fuera de sentido. El equ\u00edvoco que Lacan hace ver \u2013 escuchar \u2013 entre goce (jouissance) y sentido gozado (jouis-sens), entre goce y oigo sentido (j&#8217;ouis sens) sin duda cuando avanz\u00f3 era una equivalencia, pero una vez planteada esta equivalencia reneg\u00f3 de ella: el goce es justamente el reverso del sentido gozado, el sentido gozado es lo que sirve para olvidar el ser del goce.\u201d (MILLER, J. A. <strong>Sutilezas Anal\u00edticas<\/strong>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, p. 95.)<\/p>\n<hr \/>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong> An\u00e1lise<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u201cAinda resta muito para justificar a suposi\u00e7\u00e3o da compuls\u00e3o \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o, e esta nos parece mais origin\u00e1ria, mais elementar e mais pulsional do que o princ\u00edpio de prazer por ela deixado de lado.\u201d (FREUD, S. Al\u00e9m do princ\u00edpio de prazer [1920]. <em>In<\/em>: <strong>Al\u00e9m do princ\u00edpio de prazer<\/strong>. (Obras incompletas de Sigmund Freud). Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2020, p. 99.)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cAssim, \u00e9 na solid\u00e3o do Um sozinho que o \u00faltimo ensino de Lacan tem seu ponto de partida: o Um sozinho que fala sozinho. Na an\u00e1lise, h\u00e1 dois, restitu\u00edmos-lhe o dois, mas simplesmente porque ali acrescentamos a interpreta\u00e7\u00e3o, acrescentamos a esse Um sozinho o tempo necess\u00e1rio, o S2 que lhe permitir\u00e1 fazer sentido, precisamente para fazer a experi\u00eancia daquilo que isso n\u00e3o resolve.\u201d (MILLER, J.-A. <strong>O ser e o um<\/strong>: curso 2011-2012. Tradu\u00e7\u00e3o Vera Avellar Ribeiro. EBP-Rio, 2011. In\u00e9dito. Aula de 4 maio de 2011.)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cA adi\u00e7\u00e3o \u00e9 a raiz do sintoma que \u00e9 feito da reitera\u00e7\u00e3o inextingu\u00edvel do mesmo Um. \u00c9 o mesmo, isto \u00e9, precisamente isto n\u00e3o se adiciona. N\u00e3o se tem nunca o \u2018j\u00e1 bebi tr\u00eas copos, ent\u00e3o basta\u2019, bebe-se sempre o mesmo copo uma vez mais. \u00c9 isto a raiz do sintoma. \u00c9 nesse sentido que Lacan p\u00f4de dizer que um sintoma \u00e9 um etcetera. Isto \u00e9, o retorno do mesmo acontecimento. Pode-se fazer muitas coisas com a reitera\u00e7\u00e3o do mesmo.\u201d (MILLER, J.-A. Ler um sintoma. <em>In:<\/em> <strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/strong>: Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, n.70, jun. 2015, p. 21)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cA psican\u00e1lise \u00e9 o qu\u00ea? \u00c9 a demarca\u00e7\u00e3o do que se compreende de obscurecido, do que se obscurece como compreens\u00e3o, em virtude de um significante que marcou um ponto do corpo. Uma psican\u00e1lise reproduz &#8211; aqui voc\u00eas encontram os trilhos comuns &#8211; uma produ\u00e7\u00e3o da neurose. Quanto a isso, todos est\u00e3o de acordo. N\u00e3o h\u00e1 um s\u00f3 psicanalista que n\u00e3o o tenha percebido. Essa neurose, que n\u00e3o sem raz\u00e3o \u00e9 atribu\u00edda \u00e0 a\u00e7\u00e3o dos pais, s\u00f3 \u00e9 ating\u00edvel na plena medida em que a a\u00e7\u00e3o dos pais se articula, justamente, a partir da posi\u00e7\u00e3o do psicanalista. \u00c9 na medida em que converge para um significante que emerge dela que a neurose vem a se ordenar segundo o discurso cujos efeitos produziram o sujeito. Todo pai ou m\u00e3e traum\u00e1tico est\u00e1, em suma, na mesma posi\u00e7\u00e3o que o psicanalista. A diferen\u00e7a \u00e9 que o psicanalista, da sua posi\u00e7\u00e3o, reproduz a neurose, enquanto o pai ou a m\u00e3e a produzem inocentemente.\u201d (LACAN, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 19<\/strong>: &#8230;ou pior [1971-72]. Rio de Janeiro: Zahar, 2012, p. 145-146)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cO analista traum\u00e1tico \u00e9 uma figura da posi\u00e7\u00e3o do analista correlativa ao \u00faltimo ensino de Lacan. \u00c9 o analista que est\u00e1 mais do lado do gozo que do saber, mais do lado do ato que da interpreta\u00e7\u00e3o, mais do lado do vazio que do objeto a. (&#8230;) Esse redobramento que produz o discurso anal\u00edtico, a diferen\u00e7a do pai e de outros discursos que eclipsam o sujeito, aponta direto ao corpo, subtraindo gozo e introduzindo o novo na repeti\u00e7\u00e3o, que at\u00e9 esse momento era repeti\u00e7\u00e3o v\u00e3, por ser sempre a mesma. O analista corpo agrega com sua interpreta\u00e7\u00e3o a dimens\u00e3o libidinal que se necessita para encarn\u00e1-lo. Desse modo pode-se captar o ponto no qual convergem o significante paterno e o analista, mas tamb\u00e9m o ponto em que divergem, que \u00e9 o que na psican\u00e1lise vai dar lugar \u00e0 inven\u00e7\u00e3o. Efetivamente, um significante novo ser\u00e1 o produto final dessa opera\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 do pai, do Outro, sen\u00e3o que \u00e9 produto de an\u00e1lise.\u201d (SALMAN, S. O corpo na experi\u00eancia da an\u00e1lise. <em>In<\/em>: <strong>Agente Revista de Psican\u00e1lise. <\/strong>Escola Brasileira de Psican\u00e1lise Se\u00e7\u00e3o Bahia. no. 15. Salvador. Junho de 1994. p. 95)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cO analista, segundo o \u00faltimo Lacan, o dos anos 1970, \u00e9 aquele que faz ressoar de seu pr\u00f3prio corpo o efeito de gozo produzido pelo significante. \u00c9 ent\u00e3o como Outro do sentido que ele deve ausentar-se para estar presente como parceiro do corpo do analisante.\u201d (LEGUIL, C. <strong>Presen\u00e7a do psicanalista como testemunha da perda<\/strong>. <em>Punctum &#8211; Extra<\/em>. XXIV Encontro Brasileiro do Campo Freudiano 2022. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/encontrobrasileiroebp2022.com.br\/presenca-do-psicanalista-como-testemunha-da-perda\/\">https:\/\/encontrobrasileiroebp2022.com.br\/presenca-do-psicanalista-como-testemunha-da-perda\/<\/a>).<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cLacan hacia uso de su cuerpo como un instrumento de su pr\u00e1ctica. Su presencia era la de un analista encarnado y la partida psicoanal\u00edtica se jugaba en un cuerpo a cuerpo.\u201d (SOLANO-SU\u00c1REZ, E. Hagan como yo, no me imiten. <em>In<\/em>:<strong> Lacan Hi<\/strong><strong>spano<\/strong>. Buenos Aires: Grama, 2021, p. 172-3)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cLa fugacidad de la sesi\u00f3n con Lacan implicaba su reducci\u00f3n al <em>esp d&#8217;\u00fan laps<\/em>, al espacio de lapsus, y su operaci\u00f3n de corte tajante, quir\u00fargico, agujereando los enunciados, me permit\u00eda al fin cernir el pasaje de la palabra hacia la escritura. Jugando con el equ\u00edvoco el analista hac\u00eda resonar otra cosa de lo que se hab\u00eda dicho con la intenci\u00f3n de decir.\u201d (SOLANO-SU\u00c1REZ, E. <strong>Tres segundo con Lacan<\/strong>. Barcelona: Gredos, 2021, p. 21)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cQue la interpretaci\u00f3n se apoye en el equ\u00edvoco homof\u00f3nico no significa que el analista se libre a un ejercicio de juego de palabras. Al contrario, a partir del momento en que practica un corte en la frase enunciada por el analizante, el analista hace valer otro modo de escribir (\u2026), El an\u00e1lisis consiste en hacer pasar la palabra del analizante a la escritura y decir que el analista participa en la escritura implica que se hace responsable del corte en la articulaci\u00f3n significante para pasar el significante del lado de la letra.\u201d (PALOMERA, V. <em>In<\/em>: SOLANO-SU\u00c1REZ, E. <strong>Tres segundo con Lacan<\/strong>. Barcelona: Gredos, 2021, p. 10)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201c(\u2026) la tesis no es que el analista conoce el saber inconsciente, que lee como en un libro el inconsciente del paciente. La tesis es que el analista, con su presencia, encarna algo del goce, es decir, encarna la parte no simbolizada del goce (\u2026) Hay una parte simbolizada, pero necesariamente hay otra que no lo est\u00e1 y de la que se puede decir que el testimonio es la presencia del analista en carne y hueso (\u2026).\u201d (MILLER, J.-A. (1999-2000) <strong>Los usos del lapso<\/strong>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2010, p. 22)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cNesse mundo onde o Outro da tecnologia faz par com o individualismo radical, a investiga\u00e7\u00e3o, pesquisa e aposta da psican\u00e1lise est\u00e1 na oferta e instala\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a do analista, que toma a forma de <em>a<\/em>, um corpo \u00eaxtimo desde onde ressoe a m\u00fasica da l\u00edngua de cada um e situe seu cabimento na polifonia das vozes de um mundo plural e diverso. \u00c9 aqui que uma resposta ao mal-estar atual n\u00e3o est\u00e1 no triunfalismo de um pensamento \u00fanico, pois n\u00e3o h\u00e1 s\u00f3 uma resposta. A aposta no pluralismo \u00e9 abrir as portas para o conv\u00edvio com a pluralidade de respostas, a pluralidade dos sintomas.\u201d (OTONI, F. <strong>O imposs\u00edvel de dominar e a presen\u00e7a do analista<\/strong>. In: Varidade, n. 3, dez 2023. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.varidade.com.br\/index.php\/o-impossivel-de-dominar-e-a-presenca-do-analista\">https:\/\/www.varidade.com.br\/index.php\/o-impossivel-de-dominar-e-a-presenca-do-analista<\/a>)<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 um lugar epistemol\u00f3gica ou politicamente neutro de enuncia\u00e7\u00e3o,\u00a0 ainda mais em quest\u00f5es nas quais estamos implicados desde nossos corpos: onde fincamos nossos p\u00e9s, onde pisamos, onde dan\u00e7amos, onde trope\u00e7amos, de onde falamos e somos falados, como um.\u201d (IANNINNI, G. <strong>Freud no s\u00e9culo XXI<\/strong>, vol I, pg 31, Belo Horizonte, Aut\u00eantica, 2024)[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]Abaixo, voc\u00eas encontram uma sele\u00e7\u00e3o de par\u00e1grafos extra\u00eddos de algumas das publica\u00e7\u00f5es sugeridas na Lista geral de refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas. 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