{"id":22,"date":"2024-02-23T08:41:22","date_gmt":"2024-02-23T11:41:22","guid":{"rendered":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/?page_id=22"},"modified":"2024-11-22T15:01:26","modified_gmt":"2024-11-22T18:01:26","slug":"argumento","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/encontrobrasileiroebp2024.com.br\/index.php\/o-encontro\/argumento\/","title":{"rendered":"ARGUMENTO"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #333399;\"><strong>Os corpos aprisionados pelo discurso &#8230;e seus restos<\/strong><\/span><\/h3>\n<ol>\n<li><strong> Do t\u00edtulo:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O t\u00edtulo desse XXV Encontro Brasileiro do Campo Freudiano foi extra\u00eddo do \u00faltimo cap\u00edtulo do <em>Semin\u00e1rio, livro 19<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, em que Lacan, depois de uma extensa explora\u00e7\u00e3o acerca do \u201cH\u00e1 um\u201d, desenvolve de maneira bastante condensada a afec\u00e7\u00e3o dos corpos pelo discurso. O t\u00edtulo do cap\u00edtulo \u2013 no original franc\u00eas, \u201c<em>Les corps attrap\u00e9s par le discours<\/em>\u201d \u2013 j\u00e1 nos coloca, de sa\u00edda, a quest\u00e3o de como entend\u00ea-lo a partir da tradu\u00e7\u00e3o do verbo <em>attraper<\/em>. Segundo a observa\u00e7\u00e3o de Marcus A. Vieira, respons\u00e1vel pela vers\u00e3o final da tradu\u00e7\u00e3o brasileira, \u201c<em>attrap\u00e9s<\/em>\u201d foi traduzido como \u201caprisionados\u201d, podendo dar a ideia de que o discurso \u00e9 exterior aos corpos e que seriam por ele capturados. Nosso Encontro ser\u00e1 tamb\u00e9m uma oportunidade para precisar, a partir da experi\u00eancia anal\u00edtica, o que Lacan estaria indicando na rela\u00e7\u00e3o entre os discursos e os corpos, ao convocar o verbo \u201c<em>attraper<\/em>\u201d. Em outras palavras, o que dos corpos \u00e9 apanhado, pego, fisgado pelos discursos e o que a\u00ed se apresenta como fora de alcance? Contudo, deixemos claro: para a psican\u00e1lise, n\u00e3o se trata de uma libera\u00e7\u00e3o dos corpos, mas de demonstrar, no caso a caso, o que nos corpos n\u00e3o \u00e9 tomado pelo discurso, pois \u00e9 a partir da\u00ed que o discurso da psican\u00e1lise pode operar.<\/p>\n<p>Lacan retoma o tema da sobredetermina\u00e7\u00e3o, em Freud, dizendo textualmente que: \u201c(&#8230;) em suma, o que ele [Freud] trouxe de essencial? Trouxe a dimens\u00e3o da sobredetermina\u00e7\u00e3o. \u00c9 disso que dou a imagem, com meu modo de formalizar da maneira mais radical a ess\u00eancia do discurso, na medida em que ele ocupa uma posi\u00e7\u00e3o girat\u00f3ria em rela\u00e7\u00e3o ao que acabo de chamar de suporte\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Por isso, como consequ\u00eancia l\u00f3gica, acrescentamos ao t\u00edtulo desse cap\u00edtulo \u201c&#8230;e seus restos\u201d, justamente para colocar em quest\u00e3o essa opera\u00e7\u00e3o de separa\u00e7\u00e3o efetuada entre os corpos e os discursos. Essa opera\u00e7\u00e3o produz um resto inassimil\u00e1vel, tornando-se, ele mesmo, a visada final de uma an\u00e1lise. Esse acr\u00e9scimo vem responder \u00e0 dimens\u00e3o cl\u00ednica que implica a parceria anal\u00edtica.<\/p>\n<p>Na \u201cAlocu\u00e7\u00e3o sobre as psicoses da crian\u00e7a\u201d, Lacan lan\u00e7ou um desafio aos psicanalistas:\u00a0\u201ccomo responderemos, n\u00f3s, os psicanalistas: a segrega\u00e7\u00e3o trazida \u00e0 ordem do dia por uma subvers\u00e3o sem precedentes?\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> Por isso, sem cair em uma redu\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica, a t\u00f4nica de nosso Encontro ser\u00e1 apostar na singularidade da cl\u00ednica psicanal\u00edtica para a interpreta\u00e7\u00e3o dos sintomas contempor\u00e2neos. \u00c0 medida que o tempo dos mercados comuns n\u00e3o cessa de oferecer semblantes \u201cpr\u00eat \u00e0 porter\u201d, gerando novos processos de segrega\u00e7\u00e3o, a psican\u00e1lise pode dar lugar \u00e0 inven\u00e7\u00e3o de modos singulares para lidar com os encontros com o real produzidos pela civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong> O discurso:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Mas, qual discurso alcan\u00e7a os corpos hoje? Sobretudo o Discurso do Mestre (DM). Citamos Lacan: \u201cMas persiste o fato de que, no n\u00edvel em que funciona o discurso que n\u00e3o \u00e9 o discurso anal\u00edtico, coloca-se a quest\u00e3o de como esse discurso conseguiu aprisionar corpos. No n\u00edvel do discurso do mestre, isso fica evidente. No discurso do mestre, voc\u00eas, como corpos, est\u00e3o petrificados\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p>A incid\u00eancia do DM na civiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 disjunta da sobredetermina\u00e7\u00e3o subjetiva, tampouco do gozo que afeta os corpos, na medida em que o dizer equivale ao discurso, para al\u00e9m dos ditos.<\/p>\n<p>Cabe a n\u00f3s, portanto, delinear a estrutura do discurso do mestre contempor\u00e2neo e, a partir desse ponto, investigar de que modo tais corpos s\u00e3o aprisionados, ou seja, como eles s\u00e3o constitu\u00eddos e responsivos aos significantes mestres da \u00e9poca. Com isso, entramos no campo do sintoma.<\/p>\n<p>Seguindo, agora, pela refer\u00eancia de Jacques-Alain Miller<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, no caminho de elaborar a estrutura do discurso de domina\u00e7\u00e3o contempor\u00e2neo, percebemos que<em> os <\/em>efeitos conjugados das luzes e do capitalismo avan\u00e7am silenciosamente \u201cnas profundezas do gosto\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>, contribuindo para evaporar o pai. Das t\u00e9cnicas fertilizadoras que reduzem o pai ao espermatozoide \u00e0s guerras e cat\u00e1strofes clim\u00e1ticas, tudo nos leva \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o do patriarcado ou, como afirma Miller, ao \u201crebaixamento \u00e0 biologia da fun\u00e7\u00e3o paterna\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p>Assim, podemos interpretar o mal-estar contempor\u00e2neo a partir da alian\u00e7a entre o discurso capitalista e o discurso da ci\u00eancia, ambos ocupando o vazio deixado pela vac\u00e2ncia do pai.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong> Os corpos:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A pluralidade dos corpos \u00e0 qual Lacan se refere n\u00e3o nos \u00e9 indiferente, pois, no que diz respeito ao gozo (s\u00f3 o corpo vivo goza), \u00e9 o corpo a corpo que est\u00e1 em jogo. Citamos Lacan: \u201cN\u00e3o \u00e9 por isso que o gozo \u00e9 sexual, pois acabo de lhes explicar, este ano, que o m\u00ednimo que se pode dizer \u00e9 que ele n\u00e3o \u00e9 indireto, esse gozo. \u00c9 o gozo corpo a corpo. (&#8230;) \u00c9 isso que faz com que possa haver nessa hist\u00f3ria v\u00e1rios corpos aprisionados, e at\u00e9 s\u00e9rie de corpos\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p>A pluralidade dos corpos, que implica essencialmente o gozo, seria a tradu\u00e7\u00e3o da incid\u00eancia do DM sobre tais corpos, afinados com seu imperativo categ\u00f3rico, advindo das muta\u00e7\u00f5es discursivas da cultura, e que promove o que Lacan chamou de \u201csubida ao z\u00eanite do objeto <em>a<\/em>\u201d. Ora, se um sujeito fala com seu corpo, como suporte e instrumento da fala, como nos lembra Miller<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>, isso implica o <em>falasser<\/em> que se constitui como um outro nome do inconsciente, que inclui o corpo e o real do gozo, indo al\u00e9m do sujeito do inconsciente, como sujeito de pura l\u00f3gica. Segundo Miller, \u201ca fala passa pelo corpo e, em retorno, afeta o corpo que \u00e9 seu emissor\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>, fazendo, assim, ecoar a pergunta do <em>Semin\u00e1rio, livro 19<\/em>, sobre esses corpos que s\u00e3o aprisionados pelo discurso. E de que modo esse corpo emissor \u00e9 afetado? Para al\u00e9m dos significados que aprisionam, trata-se de buscar o afeto\u00a0no que ressoa e ecoa no corpo<em>. <\/em>\u201cA resson\u00e2ncia, o eco da fala no corpo s\u00e3o o real, a um s\u00f3 tempo, do que Freud chamou de Inconsciente e puls\u00e3o. Nesse sentido, o inconsciente e o corpo falante s\u00e3o um \u00fanico e mesmo real\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>, afirma Miller.<\/p>\n<p>Constatamos, aqui, a estrutura do discurso esclarecida por Lacan com seus quatro polos e o movimento girat\u00f3rio em que se passa de um discurso ao outro. Polos que Lacan localiza enquanto semblante, gozo, mais-de gozar e verdade.<\/p>\n<p>Assim, o novo mal-estar da civiliza\u00e7\u00e3o passa pelo \u201cindividualismo crescente que autoriza o sujeito a reivindicar como um direito, um direito do homem, o de gozar \u00e0 sua maneira\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>.<\/p>\n<p>O desafio da an\u00e1lise na atualidade reside, justamente, em dirigir o tratamento, no sentido de possibilitar que o <em>falasser <\/em>passe a acreditar no seu inconsciente e, assim, localizar os significantes que o habitam e o aprisionam, como tamb\u00e9m o constituem.<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong> O discurso anal\u00edtico:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Antes de nos perguntarmos sobre o que se passa na an\u00e1lise, faz-se necess\u00e1rio aprofundar na estrutura do discurso anal\u00edtico. Por ser o avesso do DM, ele p\u00f5e em evid\u00eancia o que o DM escamoteia: o hiato que existe entre os discursos e os corpos. Como aponta Lacan nesse \u00faltimo cap\u00edtulo do <em>Semin\u00e1rio, livro 19<\/em>, em rela\u00e7\u00e3o ao DM, \u00e9 f\u00e1cil saber o que est\u00e1 <em>entre <\/em>e o que s\u00e3o os afetos, a saber, os bons sentimentos. Eles preenchem esse hiato. O discurso anal\u00edtico n\u00e3o s\u00f3 acentua esse hiato, como tamb\u00e9m o faz aparecer sob a modalidade do imposs\u00edvel. Nesse sentido, o que vai ocupar o lugar do semblante ser\u00e1 o objeto; entretanto, esvaziado de qualquer significa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No discurso anal\u00edtico, o corpo como semblante ocupa o lugar de agente, descolando-o dos significantes mestres e conectando-o \u00e0 verdade do gozo que o constitui como sujeito dividido. Nessa tor\u00e7\u00e3o, os significantes mestres se deslocam do lugar de agentes do discurso para o lugar de produ\u00e7\u00f5es discursivas agenciadas pelo que escapa da linguagem. O analista \u00e9 aquele que suporta aparecer em seu destino de objeto <em>a<\/em>, que, ao mesmo tempo, \u00e9 dejeto do Outro e causa de desejo.<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong> A an\u00e1lise:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">O que nasce de uma an\u00e1lise nasce no n\u00edvel do sujeito (&#8230;) analisante, por meio (&#8230;) da merda que o objeto <em>a<\/em> lhe prop\u00f5e na figura de seu analista. \u00c9 com isso que deve nascer essa coisa fendida (&#8230;). Nosso irm\u00e3o transfigurado, \u00e9 isso que nasce da conjura\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, e \u00e9 isso que nos liga \u00e0quele que chamamos, impropriamente, de nosso paciente.<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a><\/p>\n<p>O objeto <em>a<\/em> \u00e9 o que a an\u00e1lise conjura, destacado em meio aos ditos, atordoando o caminho e fazendo o sujeito trope\u00e7ar. Nesse sentido, a psican\u00e1lise d\u00e1 um lugar a uma fala in\u00e9dita.<\/p>\n<p>O analista tamb\u00e9m \u00e9 filho do discurso, o que os torna todos irm\u00e3os. H\u00e1, entretanto, um certo engajamento no dizer que os trouxe at\u00e9 aqui. A interpreta\u00e7\u00e3o que surge na an\u00e1lise abre a via para que esse engajamento possa surgir na fala analisante.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da interpreta\u00e7\u00e3o, o analista joga com o ato anal\u00edtico, produzindo a abertura ao in\u00e9dito. Uma investiga\u00e7\u00e3o aberta j\u00e1 h\u00e1 alguns anos no Campo Freudiano nos auxilia a estar \u00e0 altura da an\u00e1lise do <em>falasser<\/em> e dos sintomas que o afetam. Ao interrogar sobre o que \u00e9 analisar o <em>falasser,<\/em> Miller afirma que \u201c(&#8230;) \u00e9 jogar uma partida entre del\u00edrio, debilidade e tapea\u00e7\u00e3o. \u00c9 dirigir um del\u00edrio de maneira que esse del\u00edrio ceda \u00e0 tapea\u00e7\u00e3o do real\u201d<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m do enquadre imagin\u00e1rio e simb\u00f3lico que determina a escolha por um analista, \u00e9 o real que se infiltra nesse enquadre e que servir\u00e1 como motor da an\u00e1lise. A interpreta\u00e7\u00e3o, o corte e o ato s\u00e3o instrumentos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise que ligam o sujeito ao sem sentido do Outro barrado. Isso nos ajuda a responder \u00e0 pergunta sobre o que \u201cfisga\u201d o sujeito em an\u00e1lise, mas tal pergunta produz um giro e se dirige aos analistas: \u201cO que nos liga \u00e0quele que embarca conosco\u201d<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a> na experi\u00eancia de uma an\u00e1lise? Essa pergunta coloca no horizonte a psican\u00e1lise em intens\u00e3o e o passe como testemunho dessa subvers\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o com o saber e o gozo.<\/p>\n<p>Aquilo que o discurso do mestre se prop\u00f5e a \u201cpetrificar\u201d, segundo a express\u00e3o de Lacan, \u00e0 tor\u00e7\u00e3o que esse discurso pode sofrer no giro ao discurso anal\u00edtico, um sujeito poder\u00e1 verificar o que lhe resta de gozo e estabelecer uma nova rela\u00e7\u00e3o com a linguagem.<\/p>\n<p><strong>Eixos de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>A comiss\u00e3o cient\u00edfica prop\u00f5e quatro eixos em torno dos quais podem ser estabelecidas as escolhas de cada um para produzir seus trabalhos para as jornadas cl\u00ednicas. Pretendemos, com isso, trazer \u00e0 luz, atrav\u00e9s de casos apresentados, o \u201cdivino detalhe\u201d desde o qual a psican\u00e1lise sustenta sua exist\u00eancia. Cada analista se defronta com o real de sua cl\u00ednica e nos interessa recolher desses impasses algo de transmiss\u00edvel a respeito do ato anal\u00edtico.<\/p>\n<p><strong>Eixo 1: Capturas imagin\u00e1rias e o real do corpo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eixo 2: Incid\u00eancias do discurso da Ci\u00eancia sobre os corpos<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eixo 3: O real da sexua\u00e7\u00e3o e o dizer da an\u00e1lise<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eixo 4: O corpo \u201cfora do discurso\u201d<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><strong><em>Comiss\u00e3o Cient\u00edfica<br \/>\n<\/em><\/strong>Luiz Fernando Carrijo da Cunha (Coordenador)<br \/>\nMirmila Alves Musse (Coordenadora)<br \/>\nAna Tereza Groisman<br \/>\nGlacy Gorsky<br \/>\nMarcelo Veras<br \/>\nLeonardo Scofield<br \/>\nRam Mandil<br \/>\nRuskaya Rodrigues Maia<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> LACAN, J. (1971-1972) \u201cOs corpos aprisionados pelo discurso\u201d. In: <strong>O Semin\u00e1rio, livro 19: &#8230;ou pior<\/strong>. Rio de Janeiro: Zahar, 2012, cap. XVI, p.213 e seguintes.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Idem, pp. 216-217.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> LACAN, J. \u201cAlocu\u00e7\u00e3o sobre as psicoses da crian\u00e7a\u201d. In: <strong>Outros escritos<\/strong>. Rio de Janeiro: Zahar, 2003, p.361.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> LACAN, J. (1971-1972) Op. cit., p. 220.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> MILLER, J-A. \u201cLe p\u00e8re devenu vapeur\u201d. In: <strong>Mental: Revue Internationale de psychanalyse<\/strong>. Paris: EFP, n\u00ba 48, novembro 2023, pp.13-16.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Idem, p. 14. No original: \u201c<em>dans les profondeurs du go\u00fbt<\/em>\u201d. Tradu\u00e7\u00e3o livre para uso exclusivo neste argumento.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Idem, Ibidem. Tradu\u00e7\u00e3o livre para uso exclusivo neste argumento.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> LACAN, J. (1971-1972) <em>Op. cit<\/em>., p. 217.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> MILLER, J-A. \u201cH\u00e1beas Corpus\u201d. In: Site do Congresso da AMP 2018. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/congresoamp2018.com\/pt-pt\/textos\/habeas-corpus\/\">https:\/\/congresoamp2018.com\/pt-pt\/textos\/habeas-corpus\/<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Idem.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Idem.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> MILLER, J-A. (2000-2001) <strong>El lugar y el lazo<\/strong>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2013, p. 82. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> LACAN, J. (1971-1972) <em>Op. cit.<\/em>, p. 227.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> MILLER, J-A. (2014) \u201cO inconsciente e o corpo falante\u201d. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.wapol.org\/pt\/articulos\/Template.asp?intTipoPagina=4&amp;intPublicacion=13&amp;intEdicion=9&amp;intIdiomaPublicacion=9&amp;intArticulo=2742&amp;intIdiomaArticulo=9\">https:\/\/www.wapol.org\/pt\/articulos\/Template.asp?intTipoPagina=4&amp;intPublicacion=13&amp;intEdicion=9&amp;intIdiomaPublicacion=9&amp;intArticulo=2742&amp;intIdiomaArticulo=9<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> LACAN, J. (1971-1972) <em>Op. cit.<\/em>, p. 226.<\/h6>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] Os corpos aprisionados pelo discurso &#8230;e seus restos Do t\u00edtulo: O t\u00edtulo desse XXV Encontro Brasileiro do Campo Freudiano foi extra\u00eddo do \u00faltimo cap\u00edtulo do Semin\u00e1rio, livro 19[1], em que Lacan, depois de uma extensa explora\u00e7\u00e3o acerca do \u201cH\u00e1 um\u201d, desenvolve de maneira bastante condensada a afec\u00e7\u00e3o dos corpos pelo discurso. 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